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domingo, 13 de setembro de 2009

Estética e Cosmetologia

O profissional formado em Estética e Cosmetologia recebe diploma de graduação tecnológica e é capaz de atuar no uso de técnicas, aplicação de cosméticos e equipamentos utilizados nos tratamentos estéticos faciais, corporais e capilares.

Esse tecnólogo pode fazer limpeza de pele, hidratação, depilação, estética capilar, revitalização, peeling (uso de solução para renovar células mortas da pele), drenagem linfática, maquiagem definitiva e bronzeamento artificial.

O tecnólogo em estética e cosmetologia é apto a realizar um programa de saúde preventiva, curativa e reabilitadora em conjunto com outros profissionais, tais como médicos e terapeutas. Saúde e beleza são indissociáveis para este profissional.

O mercado de trabalho é promissor. A lei que regulamenta a profissão está em discussão na esfera legislativa federal e, se aprovada, irá aquecer as oportunidades de emprego. Os estabelecimentos destinados aos tratamentos estéticos deverão ter um profissional responsável graduado. As ofertas de serviço são em clínicas e centros de estética, dermatologia e cirurgia plástica, institutos de beleza e spas. O salário médio inicial é de R$ 1.200.

O curso tecnológico habilita o profissional a ingressar em cursos de especialização, mestrado e doutorado.

Durante o curso são vistas as seguintes matérias: Psicologia do Relacionamento, Empreendedorismo, Anatomia Humana, Gestão de Custos e Precificação, Fisiologia Humana, Biologia Celular e Histologia, Cosmetologia, Depilação, Drenagem Linfática, Eletroterapia Aplicada à Estética, Maquiagem e Visagismo, Massoterapia Corporal e Estética e Relaxante, SPA e Vida Saudável, Terapias Alternativas e Tratamento e Estética Capilar e Facial.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dicas de Bem-Estar

Através de um estilo de vida saudável, pode-se reduzir os riscos de desenvolver doenças. Procure aumentar sua saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Se você deseja ter um dia feliz, com uma agradável sensação de bem-estar, siga algumas orientações:
Ao acordar, estique lentamente os braços e pernas, depois vire o corpo jogando as pernas para um lado e depois para o outro e finalize sentada de joelhos esticando os braços para cima. Todos esses movimentos duram cerca de 1 minuto. Se tiver mais algum tempo, realize um alongamento completo, ainda deitada, esticando principalmente a coluna, braços e pernas. Lembre-se que o alongamento é essencial para manter a região das costas ereta, pois com o passar dos anos ela tende a encolher. Espreguiçar é um movimento natural que alonga toda a musculatura corporal.

Comece o dia agradecendo… Procure agradecer todas as coisas boas que acontecem na sua vida, ao invés de reclamar. Aproveite ainda esse momento para pensar nas coisas boas que irá realizar durante o dia, e tenha só pensamentos positivos.



Sempre procure tomar algum líquido, antes da primeira refeição do dia, água ou sucos verdes. O mais aconselhável é água com limão, este possui várias funções terapêuticas como alcalinizar, cicatrizar e desinfetar tecidos, como também desintoxicar o sangue. O que é importante é tomá-lo fresco e não colocar açúcar, além disso, vai hidratar seu organismo, que ficou muito tempo sem a ingestão de líquidos.


Alimentação


As doenças causadas por deficiências nutricionais impedem que milhares de pessoas tenham saúde e bem-estar, por isso é essencial uma boa alimentação para ter uma vida saudável.
O momento das refeições deve ser tranqüilo, é preciso se concentrar na alimentação, saboreie bem os alimentos, esteja consciente do que você está comendo, não é hora de preocupações e de conversas.
Comer várias vezes ao dia, para não comer demais numa única refeição – pequenos volumes ingeridos várias vezes ao dia fazem com que um estômago dilatado volte aos poucos ao normal.
Procure ingerir alimentos limpos, frescos, variados e coloridos.
É importante ter um cardápio bem variado e comer de tudo, desde que em moderação, dê atenção para a ingestão de líquidos, frutas, verduras e fibras. Estes devem assegurar um bom funcionamento do intestino e auxiliam o tratamento de doenças.

Atividade física


Fazer exercícios físicos regularmente colabora para atingir e manter um peso saudável. Ser fisicamente ativo também pode fazê-lo ter mais energia, melhorar seu humor e reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas, além de fortalecer os ossos e regular o sono.
A prática de atividade física acelera o metabolismo e ajuda a gastar energia armazenada. Auxiliam também na redução de gordura, preservando a musculatura, aliviam o estresse e fazem as pessoas se sentirem melhor.
O ideal é a regularidade nos exercícios sem sobrecarregar o organismo.
Não se esquecer dos alongamentos, que estimulam a circulação sangüínea, aquecem e lubrificam a musculatura e as articulações e oferecem maior disposição.


Saber administrar o estresse é algo muito importante para manter o autocontrole. Um grau elevado de estresse – ou a incapacidade de lidar com o mesmo – pode causar acidentes e problemas de saúde. Aprender a estabelecer prioridades e dizer “não” sem sentimentos de culpa pode ajudá-lo a reduzir o estresse em sua vida.


Uma noite de sono tranqüila é essencial para repor as energias gastas durante o dia. Uma boa quantidade de sono por noite contribui para seu bem estar físico e emocional.
Mantenha bons contatos sociais. Quando nos vemos divididos entre as demandas profissionais e da vida familiar, é fácil perder contato com amigos e familiares. Estas relações são essenciais para nosso bem estar. Trabalhe para “estar em contato”.


Diga não ao cigarro. O fumo é o fator que mais contribui para mortes causadas por câncer pulmonar, doenças do coração, enfisemas e outras doenças de alto risco. Evidências mostram que o fumo passivo causa altas taxas de problemas respiratórios.

domingo, 9 de agosto de 2009

Shampoo Restaurador e Máscara Restauradora Bio- Médicina

Há um tempo atrás fiz uma escova progressiva que acabou com meu cabelo. Eu tinha cabelo ondulado, mas tinha pouco volume… Depois da escova meu cabelo sumiu. Um dermatologista me recomendou essa linha restauradora da bio médicin. Achei meio caro, mas comprei. O resultado foi surpreendente, meu cabelo ficou muito melhor, ficaram mais fortes, mais encorpados e com brilho. Mudou até a estrutura do cabelo, ficou com aparência de cabelos saudáveis. Já estou no segundo vidro e o efeito continua o mesmo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Libido: entenda o que é

A sexualidade é determinada pela anatomia, psicologia e também pela cultura na qual o indivíduo vive, seus relacionamentos interpessoais e suas experiências acumuladas durante a vida. Ela inclui a percepção de ser masculino ou feminino e todos os pensamentos, sentimentos e comportamentos associados à gratificação sexual, reprodução e atração entre duas pessoas.

Masters e Johnson, em 1966, introduziram a idéia de um ciclo de resposta sexual humana, baseados em extensas observações laboratoriais. Entretanto, é importante reconhecer que as várias fases do ciclo de resposta sexual são arbitrariamente definidas, nem sempre sendo demarcadas uma da outra, e pode diferir consideravelmente tanto na mesma pessoa em oportunidades diferentes quanto entre diferentes pessoas.

Os precursores da terapia sexual, Masters e Johnson, não incluíram o desejo sexual e seus transtornos em seus estudos iniciais da sexualidade humana, sendo este conceito introduzido por Kaplan em 1979, definindo o desejo sexual ou sensualidade como necessidade que impele homens e mulheres a procurar, iniciar e/ou responder a estímulo sexual. O desejo sexual é definido como estado motivacional ou impulso gerado no cérebro por processos neurofisiológicos específicos, sendo exatamente igual a outros impulsos e apetites que constituem a sobrevivência individual e das espécies.

Apetite sexual, desejo, impulso e interesse sexual são alguns dos muitos termos utilizados como sinônimos de libido, palavra latina que significa desejo, usada inicialmente por Sigmund Freud em Três ensaios sobre a sexualidade humana (1905), indicando a energia que compõe a parte psíquica do interesse sexual. Posteriormente, a libido foi definida em sentido mais amplo, como a energia psíquica despertada por tudo que é “apetitoso”, não necessariamente no âmbito sexual. Na literatura mais recente, libido é novamente utilizada com significado de apetite sexual e definição bastante aceita é a seguinte: “estado mental ativado, insatisfeito, de intensidade variável, criado por estímulos externos (via sensorial como visão, tato, olfato, audição e paladar) e/ou internos (fantasia, memória, cognição), que induzem a sentimento de necessidade ou “a vontade de tomar parte de atividade sexual, geralmente com o objeto de desejo (pessoa amada ou admirada), para satisfazer tal necessidade”.

A fase do desejo é o mais complexo componente do ciclo de resposta sexual, podendo ser inibida por raiva, excesso de preocupação, imagem corporal e auto-estima abaladas, além de vários medicamentos e drogas de abuso, ou estimulado pelo toque, imagens visuais, fantasias, beijo, abraço, sensação de comprometimento e elogios.

A maioria das pessoas descreve a libido como algo indispensável à vida e não se manifesta sem esforço contínuo, ou seja, ser agradável ao parceiro é imprescindível para despertar e manter a libido (de ambos) gerando um círculo virtuoso de dar e receber estímulos libidinosos, isso não se restringe ao ato sexual e sim, a convivência global. Para estimular e manter a libido de seu parceiro é necessário que desde o acordar até o ato sexual consumado haja estímulos diretos e indiretos, isso quer dizer que torpedos pelo celular, beijo de bom dia, elogios às características do parceiro fazem parte das preliminares da libido; outra arma importante é o abraço, o afago, o toque, seja o simples andar de mãos dadas até as carícias mais íntimas, influenciam na libido e na manutenção deste.

Assim, qualquer alteração da libido (desejo sexual) deve ser investigada o mais rápido possível, isso quer dizer que se seu desejo sexual não é o mesmo que há três meses, isso não é normal, doenças cardíacas e endócrinas podem ter como primeira manifestação a alteração da libido, uso de medicações antihipertensivas e antidepressivas também podem atrapalhar a sexualidade, até mesmo aquela dívida no banco ou as notas baixas de seu filho podem influenciar sua libido, descobrir a causa do problema é 50% do tratamento!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Calçados para o Carnaval

O Carnaval está chegando, e para aproveitar todos os dias de folia com qualidade é essencial tomar alguns cuidados, principalmente com relação à saúde dos pés. A alta temperatura que marca este período do ano pede um calçado que permita a ventilação adequada dos pés, para evitar a alta umidade na região, responsável pela proliferação de fungos e bactérias. É importante escolher um calçado com material que absorva o suor do pé, para amenizar a umidade interna. O contato do pé com os forros internos e as palmilhas deve dar a sensação de seco.

O conforto é um pré-requisito indispensável na hora de escolher um calçado, principalmente para quem gosta de passar horas na folia. Quando se fala em conforto, devem-se considerar a proteção, segurança, como afeta sua forma de andar, além da força, pressão e impacto durante o uso. Evite usar calçado que cause dor ou pontos de vermelhidão nos pés, como os de bico fino, mesmo que sejam de salto baixo. Se os seus pés ficam inchados após pouco tempo de uso de certo calçado, não é recomendado para a folia.

As sandálias plataforma, apesar de serem bastante usadas pelas mulheres no Carnaval, não são as mais apropriadas para a folia devido à pouca flexibilidade que apresentam no solado, além do risco aumentado de torção do tornozelo. As sandálias “gladiadoras”, que estão na moda atualmente, dão estabilidade ao pé em função do grande número de tiras que apresentam, permitem boa ventilação, porém deve-se evitar os modelos com salto alto, que podem causar dores nos pés após pouco tempo de uso.

Os chinelinhos e as sandálias rasteiras são os mais usados na folia, no entanto não devem ser usados por pessoas que realizem grande impacto, como pular, pois não oferecem sistema de amortecimento, podendo dessa forma gerar dor e desconforto.

As sapatilhas também podem ser uma boa alternativa para usar durante a folia, pois são confortáveis, têm solado flexível, porém também não oferecem amortecimento adequado para maiores impactos. Os tênis são sem dúvida os calçados mais confortáveis e que oferecem maior proteção para os foliões que gostam de passar horas seguidas festejando; no entanto a ventilação oferecida não é a mais privilegiada. Opte por um modelo leve, de preferência com cores claras, que permita boa ventilação dos pés, e sempre com uso de meias de algodão, que absorvem o suor.
Escolha seu calçado de acordo com seu perfil de folia!

Tão importante quanto se preocupar com o calçado, o alongamento antes da folia também pode aumentar consideravelmente sua disposição e sua energia durante as festas! Um ótimo Carnaval!!! Aproveite com responsabilidade!!

Sexualidade na adolescência

Quais são as principais transformações físicas e emocionais da adolescência?

A adolescência é uma fase singular da vida do ser humano e que corresponde ao período dos 10 aos 20 anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Neste período ocorrem importantes mudanças físicas e ao mesmo tempo emergem questões relacionadas ao desenvolvimento psicossocial e emocional que são fundamentais para a formação da identidade adulta.

Transformações Físicas:

Meninos
O crescimento ocorre primeiro nas extremidades, isto é, pés, pernas, mãos, braços; a gordura se distribui pelo corpo; há aumento na altura (“estirão da puberdade”); ganho de massa muscular; os ossos se alargam. Surgem pelos finos e ralos na região pubiana e nas axilas, que vão aos poucos escurecendo, engrossando e ficando encaracolados; aumento da transpiração com odor mais forte; mudança da voz; cresce primeiro o saco escrotal, depois o pênis ganha comprimento e por último aumenta o calibre (fica mais grosso); o pênis fica ereto em situações excitantes, sem que o menino controle essa ocorrência; aparecimento de pelos finos e ralos no rosto, que se transformarão gradativamente em barba e bigode; espinhas e acne no rosto; o cabelo fica mais oleoso.

A ejaculação (eliminação de líquido seminal e espermatozoides) pode ocorrer pela masturbação ou durante o sono (“polução noturna”), de forma involuntária e natural. O toque pelo corpo reflete sensações novas, boas e prazerosas; aumenta o número de masturbação; aparece o ‘pomo de Adão’. Aumenta a fome e o sono. Transformação total do corpo, dentes mudam, tudo cresce e se modifica.

Meninas
Aparecimento do broto mamário; surgem pelos finos e ralos na região pubiana e nas axilas, que vão aos poucos escurecendo, engrossando e ficando encaracolados; a gordura se distribui pelo corpo, deixando a cintura mais fina e dando forma arredondada ao quadril e aumentando gradativamente as mamas. Aumento da transpiração com odor mais forte. Antes da primeira menstruação ocorre o crescimento (altura) e posteriormente vem a menarca (1ª menstruação), por volta dos 12 anos.

Aparecem espinhas, acne e aumento da oleosidade da pele do rosto; cabelo também fica mais oleoso. Seios aumentam, ficam inchados e até doem, isso acompanhado por cólicas antes da menstruação. O toque pelo corpo reflete sensações novas, boas e prazerosas; masturbação. Aumenta a vaidade, mudam os interesses e surge o desejo, a atração física. Aumenta a fome e o sono. Transformação total do corpo, dentes mudam, tudo cresce e se modifica. Depois da menarca as meninas crescem muito pouco, em média 5 a 6 centímetros.


Transformações Emocionais:

Todas as mudanças ocorrem muito depressa, sem que o adolescente tenha controle do que acontece com seu corpo. Ele parece não ter consciência daquilo que se passa, não entende o porquê de tantas alterações corporais e acaba, muitas vezes, não se sentindo à vontade com seu próprio corpo e com tudo que está acontecendo, refletindo num aumento da sensibilidade, na irritabilidade e na oscilação de humor e de ânimo.
Nesta etapa, começa a reconhecer as suas fraquezas e limitações, sente-se indefeso perante elas e, como solução, procura a segurança que precisa no grupo de amigos ou no isolamento.
A ambivalência da adolescência relaciona-se com as transformações globais que ocorrem no indivíduo e que tornam esta faixa etária de difícil compreensão pelos adultos e pelos próprios adolescentes. Coabitam, neste período, desejos ambivalentes de crescer e de continuar criança, de autonomia e de dependência, de ligação ao passado e de vontade de se projetar no futuro.

A fragilidade sentida pode estimular crises regressivas, períodos de alienação e isolamento, comportamentos mais agressivos, dentre outras dificuldades. O
mal-estar sentido pelos jovens, na sociedade atual, tem a ver com a indefinição do seu papel e do seu status social.
No entanto, essa turbulência e esses períodos de angústia e incertezas são vividos de forma intensa e superados de acordo com o tempo interno e a forma que cada um encontra para elaborar todos esses sentimentos e emoções novas que vão surgindo.
"A adolescência termina quando o indivíduo atinge a maturidade social e emocional, adquirindo a experiência, a habilidade e a vontade requeridas para assumir, de maneira consistente, o papel de adulto, que é determinado pela cultura e pela sociedade em que vive."


Por que é importante conversar sobre sexualidade nessa fase?


A sexualidade é um aspecto inerente à personalidade humana, que está presente em nós desde o momento do nascimento até a morte. A sexualidade é a expressão do desejo, da escolha, do amor e da comunicação com o mundo e com o outro. Sendo assim, é imprescindível “conversar sobre sexualidade”, não apenas na adolescência, mas ao longo das diferentes etapas da vida, desde a infância até quando se viver.
A sexualidade é dinâmica, não está e nem fica pronta. Portanto, na educação para o amor e para a sexualidade, o papel da família é primordial, é uma tarefa impossível de terceirizar.
Cabe ressaltar que não existem respostas únicas ou verdades absolutas quando conversamos sobre sexualidade. As respostas são individuais e transcendem o ato de ensinar, envolvendo afeto e qualidade nos relacionamentos. O diálogo deve fluir naturalmente e as respostas devem ser claras, simples, seguras, honestas e objetivas, visando despertar no adolescente a reflexão.

Quando se conversa sobre sexualidade com crianças ou adolescentes, é fundamental compreender que só se pode responder ao outro quando se tem uma resposta para si mesmo. Se o adulto nunca parou para pensar o que aquilo significa para ele, certamente não será capaz de acolher as dúvidas e angústias trazidas pelo adolescente.
Não existe uma “receita pronta” de como proceder, o que falar ou como responder. No que se refere à sexualidade, como em tudo na vida, uma dose equilibrada de autoridade, afetividade e bom-senso na imposição de limites são ingredientes indispensáveis no processo educativo, assim como nas relações interpessoais.


Os jovens têm despertado mais cedo para a vida sexual?

Não existem dados estatísticos precisos sobre a idade e o início da vida sexual ativa entre adolescentes. Porém, um estudo coordenado pela UNESCO em 2008 mostra que no Brasil dois de cada três adolescentes têm a primeira relação sexual antes de completar 16 anos. Outra constatação que confirma o fato dos jovens iniciarem a vida sexual cada vez mais cedo é o número de gravidezes de garotas entre 10 e 14 anos, que vem aumentando a cada ano.
A mídia também tem uma parcela de responsabilidade por estimular a sexualidade sem vincular os aspectos preventivos e afetivos que envolvem esta questão.

Cada vez mais, as famílias estão distantes, é visível a falta de diálogo, a orientação e noção de limite para os jovens. Sem contar que é inerente a este grupo a invulnerabilidade e o pensamento mágico: “A gravidez só acontece com a outra”; “Eu não vou pegar nenhuma DST”; “Eu posso tudo”.
Faz-se necessário abrir espaços para conversas francas com os jovens, tanto em casa quanto nas escolas, igrejas, clubes e demais instituições. Os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos e participar mais de perto da vida deles, compartilhando suas angústias e anseios, podendo assim orientá-los e acolhê-los de forma mais segura.


É verdade que as meninas amadurecem mais rápido que os rapazes? Por quê?

Geralmente a partir dos nove/dez anos a menina cresce vários centímetros em pouco tempo, sua cintura se afina, os quadris se alargam, os seios começam a se avolumar, enquanto os garotos desta mesma idade estão jogando bola, videogame e empinando pipas. Uma vez que o crescimento físico acontece, em média dois anos antes nas meninas, e o desenvolvimento psicossocial ocorre em paralelo, é esperado que o grau de maturidade de uma menina com 13/14 anos seja maior do que de um menino na mesma faixa de idade.
Entre meninos e meninas da mesma idade surgem abismos intransponíveis, pois os ritmos de amadurecimento para os meninos e para as meninas são muito diferentes.


Quando a jovem deve ir pela primeira vez ao ginecologista?

O momento certo para a primeira consulta com o ginecologista é aquele em que a adolescente manifestar vontade de ir a um especialista, seja porque tem alguma queixa ginecológica, seja porque tem alguma dúvida que não conseguiu esclarecer com seus pais ou professores. Lembrar sempre que as amigas sabem tanto ou menos do que ela.

Na maioria das vezes, essa manifestação acontece quando a jovem está querendo iniciar sua vida sexual ou já iniciou e deseja saber mais sobre métodos anticoncepcionais. Em geral ela prefere ir sozinha, ou então em companhia de uma amiga. Depois é que ela opta pela mãe ou pelo namorado. Seria interessante que o ginecologista fosse consultado ou no início da puberdade, quando ocorrem as primeiras mudanças corporais, ou logo que acontece a primeira menstruação. Existem orientações importantes que a menina pode receber nesse momento, prevenindo assim problemas futuros.


Adolescentes podem tomar pílula?

De acordo com a maioria dos especialistas, 6 meses após a menarca (1ª menstruação) a adolescente pode fazer uso da pílula anticoncepcional, desde que indicada por um especialista. Tomar este ou aquele contraceptivo porque a amiga ou a prima ou até mesmo a mãe ou a irmã tomam não é o correto, uma vez que cada organismo funciona e reage de forma única e ninguém é igual. É importante lembrar que o uso da pílula não exclui o uso da “camisinha”, pois a pílula evita uma possível gravidez, mas não previne contra DSTs/AIDS/HPV. Há também que se avaliar e discutir o grau de responsabilidade e envolvimento desta adolescente quando decide pelo uso da pílula. Faz-se necessário esclarecer os mitos que pairam sobre o uso da pílula. Lembrar que é um método seguro e eficaz desde que receitado pelo médico e seguidas as orientações de maneira correta quanto ao seu uso.


Como os adolescentes lidam com a masturbação?


Para os adolescentes a masturbação é considerada “natural” no processo de desenvolvimento. Lembrar aqui que meninas também se masturbam, porém se fala muito menos acerca dessa prática no universo feminino. A masturbação, em especial para os garotos, além de ser uma forma de autoconhecimento, é também um caminho para liberação da energia sexual e da descarga hormonal decorrente desta fase da vida.
No entanto, descarregar tensão a sós, diariamente, com grande intensidade compulsiva, afasta o adolescente da realidade e o faz refugiar-se na fantasia, no devaneio, encapsulando-o cada vez mais em si mesmo. O bom é quando esse ato acontece de forma natural, transitória e sem culpa.
Quanto aos mitos que permeiam a masturbação, vale saber que “se masturbar” não faz crescer pelos nas mãos, não aumenta o número de espinhas no rosto e também não faz nascer “mamas” nos garotos.

Falta de desejo sexual


O que é o desejo sexual hipoativo?


O desejo sexual hipoativo é uma diminuição ou ausência de fantasias sexuais e também da vontade de ter relação sexual. O indivíduo, em geral, perde o interesse em ter relação sexual ou pode iniciar uma relutância apenas quando esta é proposta pelo parceiro.

Essa diminuição pode ocorrer em todas as situações e abranger todas as formas de expressão sexual ou ocorrer em determinadas situações com um parceiro em específico ou em uma atividade sexual específica (por ex., na relação sexual, mas não na masturbação).

Quais as causas?

As causas são diversas, vários fatores podem estar presentes: orgânicos (diminuição da testosterona), uso de determinados medicamentos (por ex., anti-hipertensivos, antidepressivos, drogas de abuso), psicológicos (por ex., depressão, estresse acentuado), relacionais e culturais.

Situações traumáticas de abuso sexual, educação muito rígida, falsos mitos sobre a sexualidade, culpa, comportamento sedutor por parte dos pais, conflitos conjugais, gravidez também podem estar implicados em alguns casos.

Quais os sinais do desejo sexual hipoativo?

Um dos primeiros sinais é a diminuição (ou ausência) persistente ou recorrente de fantasias ou desejo de ter relação sexual. Existe pouca iniciativa para a busca de estímulos e pouca frustração quando privado da oportunidade de expressão sexual.

O julgamento dessa diminuição ou ausência é feito pelo profissional de saúde, levando em consideração fatores que afetam o funcionamento sexual, tais como idade e contexto de vida do indivíduo.

Essa diminuição leva a um acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal (no âmbito do casamento, trabalho e vida social).

Qual a incidência entre homens e mulheres?

Segundo estudos populacionais, 15% da população masculina apresenta diminuição do desejo.
Entre as mulheres, os estudos que consideraram todas as etapas da vida reprodutiva feminina revelaram uma alta incidência, em torno de 26%. Essa porcentagem aumenta nas mulheres cirurgicamente menopausadas.
Os homens diagnosticados foram significativamente mais velhos do que as mulheres diagnosticadas com diminuição do desejo.

Quando procurar ajuda especializada?

Toda alteração na expressão da sexualidade deve ser investigada por um profissional especializado, principalmente quando levar a sofrimento e/ou dificuldades na relação afetiva.

Como a parceira ou parceiro podem ajudar?

Para resolver este problema, em primeira instância, é fundamental manter um diálogo franco e aberto com seu companheiro, sem preocupar-se em obter soluções rápidas e milagrosas.

É importante também deixar o estresse e as preocupações de lado ao menos por um período do dia, permitindo momentos de intimidade com o parceiro, sem interferência do meio externo. Outra atitude que costuma ajudar é não determinar dia ou horário para que isso aconteça, mas abrir espaço para esses momentos.

Conversar com seu urologista, ginecologista e/ou psicólogo pode ajudar a identificar se a falta de desejo sexual está associada somente a preocupações externas ou se existe um problema orgânico envolvido. Essa avaliação criteriosa deve promover a informação e a reeducação para a compreensão das possibilidades de tratamento.

Quais as consequências disso para o casal e para a vida sexual do indivíduo?

As consequências podem ser diversas e estão intimamente ligadas à qualidade do relacionamento conjugal no geral, não somente no âmbito sexual. É necessário ressaltar que a importância, a frequência da atividade sexual e o significado atribuído ao sexo variam de casal para casal.

Em alguns casais a diminuição do desejo pode levar a um desgaste da vida afetivo-conjugal, sendo interpretada como rejeição e possível infidelidade, principalmente nos casais em que existem discrepâncias grandes quanto ao interesse sexual.

É importante lembrar que em alguns casos a diminuição do desejo pode ser passageira e estar atribuída a: gravidez, falta de privacidade, filhos pequenos, desemprego, etc.

Qual o tratamento?

Para escolha terapêutica mais eficaz, o diagnóstico deve fundamentar-se no julgamento clínico do profissional especializado, com base nas características do indivíduo, do casal, em determinantes interpessoais, no contexto de vida e no contexto cultural. Preferencialmente essa avaliação deve contemplar ambos os parceiros.

As causas orgânicas podem ser tratadas com terapias medicamentosas paliativas ou definitivas, desde o uso de lubrificantes vaginais durante o coito até o uso de medicamentos vasodilatadores locais, terapias de reposição hormonal e terapia de casal focada na sexualidade e/ou terapia individual.

Caso a diminuição do desejo se deva exclusivamente aos efeitos fisiológicos tanto de doença física quanto do uso de um medicamento, essas causas devem ser consideradas e tratadas pelo profissional de saúde em primeira instância.

Assim, cada caso deverá ser tratado particularmente, devendo ser valorizado o papel do profissional preparado para cada situação, não havendo um tratamento melhor, e sim o mais indicado para determinado problema.

Há prevenção?


Existem algumas estratégias que favorecem uma qualidade da interação afetivo-sexual do casal e consequentemente podem ser preventivas:

- Reservar um tempo para intimidade, com encontros semanais e atividades (por ex., jantares, peças de teatro, etc.) que favoreçam relacionamento mais estreito;

- Buscar atividades corporais que possam ser realizadas conjuntamente: esportes, aulas de dança, yoga, etc.;

- "Separar" afeto de carinho, para que toda atitude de carinho não seja interpretada como um convite que anteceda a relação sexual;

- Promover o aumento do conhecimento sobre o tema através de livros, palestras, vídeos.