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sábado, 26 de setembro de 2009

Conte com as vitaminas para manter a saúde em equilíbrio

Conte com as vitaminas para manter a saúde em equilíbrio
Juntas, elas formam um time de peso a favor da saúde e são fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Participam de diversas reações químicas e atuam no metabolismo. Apresentamos a você, as vitaminas.

O termo surgiu a partir da junção entre as palavras vital e amina. É uma forma de expressar o quanto elas são essenciais para a vida. E, embora hoje já saibamos que nem toda vitamina é uma amina (grupo funcional orgânico derivado da amônia), era o que se imaginava na época em que foram descobertas, conta Roberta Stella, responsável pela equipe nutricional do Minha Vida.

Classificadas em lipossolúveis e hidrossolúveis, as vitaminas são divididas de acordo com a capacidade que têm de se dissolver em gordura ou em água. Conheça a atuação de cada uma no nosso organismo.


Sua saúde agradece

vitaminas Lipossolúveis
Vitamina A
Ela também atende pelo nome de retinol, retinal e ácido retinóico. A variedade de denominações para a mesma vitamina é pelo fato de ela contar com um grande número de componentes em sua formação. Existem ainda, os micronutrientes chamados de pró-vitamina A, como os betacarotenos e outros carotenóides que, no corpo, podem ser convertidos em vitamina A.

Dentre suas principais funções, o papel que a vitamina A desempenha sobre a nossa visão se destaca, pois ela é um componente dos pigmentos visuais. A cegueira noturna, caracterizada pela dificuldade em adaptar a visão ao escuro, é causada pela deficiência da vitamina A na alimentação.

Por também atuar na produção, no crescimento e desenvolvimento das células vermelhas do sangue (as hemoglobinas), sua falta pode deixar o organismo mais vulnerável às infecções por bactérias, vírus e parasitas , ressalta a nutricionista do Minha Vida.

Para garantir a ingestão adequada da vitamina, conte com vegetais como cenoura, pêssego e tomate. Vegetais verdes e alimentos amarelos e laranjas são ótimas fontes de carotenóides, os pró-vitaminas A. Homens com mais de 19 anos têm a necessidade diária de 900 microgramas da vitamina. Enquanto as mulheres precisam atingir a recomendação de 700 microgramas, por dia. A quantidade diária aumenta para 1.300 microgramas para as grávidas

Vitamina D

Além de ser vital para regular a pressão arterial, mantendo o sistema nervoso nos trilhos, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo.

Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo, lembra Roberta sobre sua contribuição indireta contra a osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil e à baixa estatura. Os adultos com deficiência da vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade.

Essa vitamina ainda participa da diferenciação celular e inibe a proliferação das células. Junto com a mutação, a proliferação celular pode ocasionar doenças como o câncer. A vitamina D também fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina. Alguns estudos sugerem que a deficiência da vitamina pode levar ao prejuízo na secreção deste hormônio, o que poderia causar intolerância à glicose.

Recorrer a alimentos como salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe e gema de ovo é só uma forma de obter o micronutriente. Isso porque 15 minutinhos diários de banhos de sol contribuem muito para os níveis de vitamina D subirem. A exposição solar é o principal meio para alcançar os requerimentos dessa vitamina , ressalta a especialista.

As doses diárias devem ser de 5 microgramas para adultos entre 19 e 50 anos. Dos 51 aos 70 anos, a ingestão dos alimentos fontes deve aumentar e representar 10 microgramas da vitamina. Para quem tem mais de 71 anos, a recomendação de consumo é de 15 microgramas por dia.

Saúde nas frutas

Vitamina E
Vitamina composta por uma família de oito antioxidantes, a vitamina E se destaca por proteger a gordura presente na membrana celular dos radicais livres (moléculas que se aglomeram e causam entupimento das artérias).

O micronutriente também trabalha para inibir a formação de placas nos vasos sanguíneos, além de favorecer a vaso dilatação , afirma Roberta, do Minha Vida. Problemas no transporte das gorduras pelo organismo ou de má absorção de nutrientes são as conseqüências da deficiência de vitamina

E, apesar dos casos serem raros. Os adultos com mais de 19 anos precisam ingerir, no mínimo 15 miligramas por dia. Para atingir a recomendação, insira óleos vegetais e sementes como amêndoas, amendoim, nozes e castanhas no cardápio.


A saúde que vem do prato

Vitamina K
Entre diversas atividades, a vitamina K participa na coagulação sanguínea e na formação de proteínas a partir das células ósseas, favorecendo a mineralização dos tecidos ósseos e o crescimento. Suspeita-se ainda que o micronutriente esteja envolvido na regulação do desenvolvimento celular.

Assim como a vitamina E, quando em falta, a vitamina K está associada à má absorção de gordura, já que ela depende da gordura para ser transportada pelo organismo.

Além disso, uma dificuldade de coagulação do sangue também pode acontecer, apresentando-se em forma de hemorragias em casos mais graves. Óleos vegetais e folhas verde-escuras são boas fontes da vitamina. Para garantir que os benefícios do micronutriente apareçam, o consumo diário deve ser de 120 microgramas.


As mil e uma vantanges de consumir laranja

Vitamina B1
Ela também pode ser chamada de tiamina e tem papel fundamental na transformação dos alimentos em energia para o corpo. Outra missão importante da vitamina B1 é fazer o transporte de íons através da membrana celular dos músculos e dos nervos, mantendo estas células em perfeito funcionamento.

De acordo com a nutricionista Roberta Stella, quando sua quantidade mínima não é atingida, uma doença chamada beribéri pode se instalar. Seus sintomas são confusão mental, perda muscular, edema, taquicardia e aumento do tamanho do coração. Para evitar os males causados pela deficiência de B1, basta encher os pratos de leguminosas, peixes, cereais integrais e enriquecidos, carne bovina e suína.

A soma diária da vitamina deve ser de 1,2 miligramas para adultos acima de 19 anos e de 1,4 para gestantes e lactantes



Que tal um saboroso sanduíche?

Vitamina B3
A riboflavina faz parte do famoso complexo B e está envolvida no transporte de elétrons, que é parte fundamental para a produção de energia a partir dos carboidratos, proteínas e gorduras. Sem contar que ela apresenta características antioxidantes, o que ajuda a prevenir o envelhecimento celular e evita derrames e infartos.

Quando a riboflavina está em falta, geralmente, está associada à deficiência de outras vitaminas hidrossolúveis. Os principais sintomas são lacrimação, queimação e coceira nos olhos, dor e queimadura dos lábios, boca e língua. Dietas pobres em proteínas animal e em vegetais verde-escuros por um longo período podem ser a causa da queda das taxas de riboflavina , esclarece Roberta.

Portanto, é preciso atenção ao consumo de carnes, verduras escuras, leite e derivados. A recomendação diária da vitamina é de 1,3 miligramas.

Vitamina B5

Vitamina B5
Também conhecida como ácido pantotênico, a vitamina B5 é encontrada em todas as células vivas na forma de coenzima A (CoA), que participa de inúmeras reações essenciais para o organismo. A CoA está envolvida, por exemplo, no processo de transformação dos alimentos em energia, fazendo a síntese de gorduras, colesterol, hormônios, neurotransmissor e melatonina.

A deficiência de ácido pantotênico é muito rara, observada somente em casos de extrema má nutrição , afirma Roberta. A ingestão adequada equivale a 5 miligramas por dia. As fontes alimentares da vitamina são peixe, frango, ovos, leite, lentilha, abacate e batata

O consumo diário recomendado é de 30 microgramas

Biotina
Biotina
Mais uma participante do complexo B, a biotina é a responsável por ativar quatro enzimas chamadas de carboxilases. Roberta explica que essas enzimas são essenciais para haver reações metabólicas no organismo, como a síntese de ácidos graxos ea formação de glicose . Apesar de rara, sua deficiência pode causar queda de cabelo, depressão e sonolência. Suas fontes alimentares são os ovos, fígado, pão e cogumelo. O consumo diário recomendado é de 30 microgramas.

Assim você fica mais bonita e saudável

Vitamina B6
Por não ser produzida pelo corpo, assim como todos os outros representantes do complexo B, a vitamina B6 precisa de um reforço ainda maior na alimentação.

Na forma de coenzima, ela participa de diversas reações metabólicas fundamentais para o organismo, como a estocagem de glicogênio nos músculos, que fornecerá energia quando necessário.

Outra atividade importante da B6 é atuar na formação da serotonina (neurotransmissor relacionado ao bem-estar), das células vermelhas sanguíneas (hemoglobinas) e também da síntese de outra vitamina, a niacina , explica a nutricionista. Transtornos como tontura, depressão e irritação da pele são alguns indícios da falta de vitamina B6.

Os alcoólicos são o grupo que mais corre risco de sofrer com esses sintomas, pois eles sofrem alteração do metabolismo normal dessa vitamina , alerta Roberta Stella. (Conte com o menu certo para combater problemas de saúde) A quantidade de B6 deve girar em torno de 1,3 a 2,0 miligramas por dia. Para ingeri-las, é só contar com cereais integrais, leguminosas, batata, banana e alimentos fortificados.


carnes, peixes, ovos, leite e queijos evitam que as taxas da vitamina não sejam atingidas

Vitamina B12
B12 ou cobalamina são os nomes que essa vitamina essencial para o bom funcionamento das células leva. Ela atua principalmente nas células do intestino, do tecido nervoso e da medula óssea.

A nutricionista Roberta Stella lembra ainda que a B12 está envolvida na dação diária de B12 é de 2,4 microgramas. formação do código genético.

Um tipo de anemia chamada perniciosa é uma das principais causas da deficiência de vitamina B12. Alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixes, ovos, leite e queijos evitam que as taxas da vitamina não sejam atingidas.

Gostinho de saúde

Folato
Folato e ácido fólico são as denominações usadas para essa vitamina participante do complexo B. Apesar de desempenharem as mesmas funções, eles têm características diferentes. O ácido fólico, por exemplo, raramente é encontrado nos alimentos e no corpo humano.

Suas fontes são os suplementos alimentares e alimentos fortificados. Já os folatos, além de encontrados na alimentação, ainda são achados em formas metabolicamente ativas no organismo, como a formação de células sanguíneas (hemácias e leucócitos) e participação no código genético (DNA e RNA). Se as quantidades ideais de folato não forem atingidas, a anemia tem chances de se instalar.

Segundo a especialista do Minha Vida, em gestantes, a deficiência da vitamina pode causar má formação do tubo neural (estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinal da criança). Por isso, é comum a suplementação durante a gravidez, orientada por um especialista . A indicação de consumo diário para homens (e mulheres que não estejam grávidas) é de 400 microgramas. A quantidade pode ser atingida com a ingestão de vegetais verde-escuros, sucos de frutas cítricas, lentilha e feijão.

Adoce sua saúde

Vitamina C
Ela está no topo da lista das vitaminas que se tornaram celebridade. É importante ficar de olho na alimentação para obtê-la, já que a vitamina C, apesar de muito usada pelo organismo, não é sintetizada por ele assim como todas as outras
Também conhecida por ácido ascórbico, ela tem atuação importante na síntese de colágeno, estrutura que compõe os vasos sanguíneos, tendões, ligamentos e ossos. Além disso, tem papel de destaque na síntese de um neurotransmissor chamado norapinefrina.

Os neurotransmissores são fundamentais para a realização de atividades cerebrais e são conhecidos por agir no humor , esclarece a nutricionista Roberta Stella.

Mais uma função da vitamina C é fazer a síntese de carnitina, uma pequena molécula envolvida no transporte de gordura para a célula, que resulta em energia. Sem falar que ela é um potente antioxidante, capaz de protegermoléculas indispensáveis para o corpo, como proteínas, gorduras, carboidratos e ácidos nucléicos (RNA e DNA), de danos provocados pelos radicais livres.

Segundo Roberta Stella, os radicais livres são gerados durante o metabolismo normal e pela exposição de toxinas e poluentes como o fumo. Apesar de sua deficiência ser rara, já que a vitamina é obtida facilmente pela alimentação, pode causar uma doença fatal: o escorbuto, cujos sintomas são inchaço, dores nas articulações, hemorragia nas gengivas e feridas que não cicatrizam.

Para prevenir a falta do acido ascórbico e evitar doenças crônicas, recomenda-se uma ingestão diária de 90 miligramas para homens e 75 miligramas para mulheres, ambos acima de 19 anos. Quem fuma deve consumir uma quantidade adicional de 35 miligramas por dia, devido ao aumento do estresse oxidativo. Laranja, limão, abacaxi, mamão, goiaba e pimentão são bons exemplos de fontes da vitamina C.

sábado, 15 de agosto de 2009

Mulheres, álcool e câncer

Mulheres que ingerem álcool com frequência correm mais riscos de desenvolver câncer de mama no futuro. Isso todo mundo já sabia. A novidade anunciada pelo Centro de Estudos da Saúde Feminina da Universidade de Iowa, EUA, é que o baixo consumo de alimentos com ácido lático (vegetais, feijão, fígado e cereais) aumenta o perigo para quem bebe mais de 4g por dia, o equivalente a meio copo de vinho.

Como o nutriente protege o organismo da doença ainda é um fato desconhecido. Mas os especialistas já abem que o ácido interfere diretamente na formação do DNA, fundamental para o bom funcionamento do nosso sistema imunológico.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quimioterapia


O que é a quimioterapia?


Quimioterapia é uma das modalidades de tratamento para o câncer, que envolve o uso de medicamentos injetáveis e orais que irão atuar de forma sistêmica no organismo do doente.

Qual é sua função?


Sua função é impedir que as células malignas cresçam e se dividam descontroladamente. As quimioterapias podem atuar em diversas fases do ciclo de vida da célula e com mecanismos diferentes, mas todos visam à destruição da célula cancerosa.

Quando ela é utilizada? Quais os requisitos ideais para a aplicação da quimioterapia?


Geralmente a quimioterapia é utilizada no tratamentos de tumores que tem facilidade de se espalhar pelo corpo. Alguns tipos de tumores diagnosticados em fase inicial, ou que não apresentam capacidade para metastatizar (espalhar para outros órgãos), podem não necessitar de quimioterapia, sendo curáveis com outras modalidades como cirurgia e/ou radioterapia.
Para receber quimioterapia o paciente deve ter exames adequados de sangue, função hepática e renal, entre outros. Mudança das drogas de escolha e ajustes de dose podem ser necessários dependendo dos resultados desses exames.

Quais os tipos de quimioterapia?

Existem diversas classes de quimioterapia, tanto injetáveis como em forma de comprimidos para administração oral. Cada tipo tem um mecanismo de ação diferente, isto é, agem em diferentes partes da célula e possuem efeitos colaterais variáveis entre si.

A radioterapia e a quimioterapia fazem o mesmo efeito? Quando uma é utilizada e quanto o médico opta pela outra?


A radioterapia tem uma ação mais localizada (somente na área irradiada), enquanto que a quimioterapia atua em todo o corpo. Ambas têm o objetivo de destruir a célula tumoral, mas também acabam atingindo células normais. As características de cada tipo de tumor e o estágio da doença são os fatores que norteiam a escolha do tratamento: quimioterapia, radioterapia ou a combinação dos dois.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?


A quimioterapia age no corpo inteiro e, além de matar as células tumorais, pode também ser tóxica para algumas células normais, principalmente aquelas que se multiplicam mais rápido. Os tipos de efeitos colaterais podem variar bastante entre os diferentes medicamentos, mas os mais comuns são: mucosite (aftas na boca), diarréia, náuseas/vômitos, alopécia (queda de pelos e cabelos), anemia (redução de glóbulos vermelhos), leucopenia (redução do número de glóbulos brancos e seus subtipos), plaquetopenia (redução dos elementos do sangue responsáveis pela coagulação), entre outros. Atualmente existem muitas maneiras de se controlar esses efeitos indesejáveis e muito pode se amenizado.

Quando a quimioterapia pode falhar?


As células tumorais podem sofrer mutações e ficar resistentes à quimioterapia. Por isso muitas vezes usamos a combinação de diferentes drogas, com mecanismos diferentes, para tentar destruir todas as células malignas. Mesmo assim, o câncer tem a capacidade de ficar resistente. É impossível prever quando isso vai acontecer. Dependemos da resposta individual de cada paciente para avaliar as falhas e propor outras alternativas de tratamento.

Disfunção Erétil


O que é a disfunção erétil?


É a incapacidade do homem de manter a ereção com grau de rigidez e tempo de duração o suficiente para manter uma relação sexual na sua plenitude, isto é, com satisfação própria e de sua parceira.

Como ela se caracteriza?

A disfunção erétil (DE) manifesta-se pela incapacidade do indivíduo de iniciar ou de completar o ato sexual. O motivo se deve a um grau de rigidez insuficiente para penetração. Por esse fato, a DE é classificada em três níveis: leve, moderado e grave. Outra característica da DE é quanto ao tempo de duração da ereção, isto é, a ereção pode ser de curta duração (fugaz), seguida ou não de ejaculação. A ereção fugaz não permite uma penetração para uma relação sexual satisfatória.

Por que e quando ela acontece?


A DE pode manifestar-se diante de vários eventos, desde situações de ordem emocional, tais como: stress, baixa auto-estima, ansiedade, desinteresse pela parceira, tristeza, etc., até por interferência de drogas e medicamentos combinados ao tabagismo.

A grande maioria das queixas de DE são secundárias de outras doenças, isto é, ela surge quando uma doença está presente no indivíduo. Neste caso a doença primária é a responsável diretamente pelas manifestações da DE. Por ex.: diabetes mellitus, insuficiência renal, síndrome metabólica, aterosclerose sistêmica idiopática e hipertensão arterial.

Quais são os fatores de risco?

Os fatores de risco para o desenvolvimento da DE são os mesmos encontrados nas doenças cardiovasculares, a saber: sobrepeso, taxas elevadas de glicose, colesterol, de triglicérides e aterosclerose. Todos eles fazem parte do rol dos fatores de risco para DE.

Outras doenças do sistema nervoso, as psicopatias, neuroses, depressão e os transtornos do comportamento comprometem a ereção em graus variáveis de intensidade.

Como se diagnostica?

O diagnóstico da DE é clínico. A história que o paciente relata é por si só suficiente para diagnosticar a DE pelo médico. Por outro lado, o diagnóstico etiológico, isto é, da causa da DE, pode ser feito por meio dos exames indicados para diagnosticar as doenças primárias responsáveis diretas pela DE.

Como se faz a investigação?


Uma boa entrevista entre o médico urologista e o paciente é o suficiente para se saber o grau de DE no qual o paciente se encontra. Existem questionários padronizados internacionalmente para investigar ou classificar a DE em leve, moderada e grave, que são aplicados na rotina clínica.

Até 1990, muitos exames foram utilizados com o objetivo de diagnosticar a causa da DE. Dentre eles, a cavernosografia, testes de injeção peniana com drogas vasoativas, ultra-som das artérias penianas e arteriografia. Atualmente esses exames não são recomendados pela Sociedade Internacional de Impotência Sexual. O emprego desses exames não proporciona qualquer benefício para a escolha do tratamento da DE.

Como se trata?

A DE não tem cura, apenas tratamento. A única exceção é a DE de causa não orgânica ou psicológica. Esta sim tem cura após o tratamento psicoterapêutico. O tratamento ideal para a DE não existe. O ideal seria aquele que fosse de baixo custo, boa tolerância pelo paciente, efeitos colaterais mínimos e não refratários, isto é, aquele ao qual o organismo não se tornasse resistente ou ineficiente com o uso prolongado.

Qual é o tratamento medicamentoso?

As drogas mais utilizadas e eficientes são: o Citrato de Sildenafil, Vardenafila e outras derivadas, com mecanismo de ação semelhante.

Quando se utilizam as injeções no pênis?


Indivíduos que sofreram traumatismo raquimedular e estão paraplégicos também não conseguem manter ereções satisfatórias como seqüela neurológica do trauma. Esses pacientes são os mais beneficiados pela injeção intracavernosa de drogas vasoativas para obter ereções e voltar a ter uma vida sexualmente ativa.

Quando se utilizam as próteses penianas?


As próteses penianas à base de silicone são indicadas potencialmente para todos os pacientes portadores de DE de causa orgânica. Atualmente as próteses são bem ajustadas, os pacientes se adaptam muito bem, as ereções são semelhantes ao normal e o grau de satisfação do casal é excelente.

A seleção dos pacientes candidatos a implante de prótese peniana deve obedecer a dois critérios: critérios de inclusão e de exclusão. Fazem parte dos critérios os seguintes fatores: Fatores de inclusão: pacientes cardiopatas, indivíduos resistentes às drogas orais, ineficácia, intolerância aos efeitos colaterais das drogas orais (dor de cabeça, palpitações, alterações visuais, etc.); Fatores de exclusão: alergia ao silicone, alergia às drogas anestésicas, cardiopatas com risco cirúrgico, psicopatias, transtornos psicológicos e do comportamento.

Quando se indica a cirurgia de revascularização peniana?


A cirurgia de revascularização peniana foi uma tentativa de tratar a DE no passado. Ela foi muito empregada quando se acreditava que a ereção dependia apenas do fluxo sanguíneo das artérias penianas. Atualmente, com os conhecimentos sobre o endotélio e sua participação no processo da ereção, as cirurgias arteriais deixaram de ser realizadas.

O indivíduo com disfunção erétil pode sofrer danos psicológicos?

Indivíduos com DE podem vir a ter problemas psicológicos e vice-versa, indivíduos com problemas psicológicos podem desenvolver DE.

sábado, 6 de junho de 2009

Aplicada na pele, essa mistura de água e terra, riquíssima em minerais, está ajudando a tratar várias doenças


Para embalsamar faraós egípcios e acabar com a cólera que assombrou os russos em 1945 a receita foi a mesma: argila. Até hoje ela é a solução de moradores da roça nordestina para curar queimaduras. Com tantos poderes catalogados na história e apregoados boca a boca, sua aplicação na pele ganhou nome de tratamento — geoterapia — e está sendo indicada por médicos contra inflamações, infecções e até tumores. O sucesso está na composição de minerais, como quartzo e mica, acompanhados de magnésio, ferro, feldspato, potássio, sódio e cálcio — bastante semelhante à do corpo humano. Mas há argilas e argilas. Segundo o Laboratório Municipal de Polícia de Paris, a verde e a branca são as melhores para fim terapêutico. “Elas têm uma concentração ideal de minerais”, confirma o fitoterapeuta Andirásio Donato, de São Paulo.

O grande mérito da argila é fortalecer as defesas do corpo

Derramados sobre a pele da região que se pretende curar, os minerais da argila são absorvidos e passam a atuar em várias frentes, regenerando as células, agindo como antiinflamatórios e estimulando a drenagem linfática. “Com tudo isso o corpo sai fortalecido e tem mais chances de vencer a doença”, garante a médica Maria Lúcia dos Santos, do Centro de Medicina Natural, em Vinhedo, interior de São Paulo, que se vale do método para ajudar a tratar, por exemplo, problemas respiratórios, dores musculares, reumatismo, prisão de ventre, cólica menstrual e até câncer.

Vitória Bergamin, de 2 anos, é prova disso. Depois de tentar uma série de antibióticos contra as infecções de garganta e intestinais da menina, a mãe, a veterinária Hermínia Sanchez Bergamin, partiu para sessões diárias de geoterapia. Deu certo. “A argila esfriava bastante no corpo de Vitória”, conta Hermínia. O pediatra e acupunturista Marcius Mattos Ribeiro Luz, de São Paulo, tem explicação para o fato: “Por meio de seus minerais, ela reequilibra a temperatura local que está alta por causa da inflamação, impedindo que o problema se agrave”. Os médicos naturalistas acreditam que isso tem a ver também com a energia do sol e da terra que o barro carrega.

Por Priscila de Paula Gorzoni

Na clínica e em casa

É bom frisar que a argila é um reforço do tratamento e não ele em si, principalmente no caso de doenças graves. “As aplicações começam na clínica, mas são mantidas em casa”, avisa Eliana Guimarães Pin, fundadora do Centro de Medicina Natural.

Faça você mesmo um medicamento para descongestionar as vias aéreas

Ingredientes:
• Chá de camomila
• Argila verde medicinal em pó
• Recipiente de barro
• Colher de pau
• Ataduras

Modo de preparo:
Despeje 1 xícara de chá de camomila frio no recipiente e acrescente 4 punhados do pó. Misture com a colher de pau até formar uma pasta. Mergulhe, então, uma atadura no preparado e coloque-a sobre o peito. Depois enfaixe a região com ataduras limpas e deixe agir por duas horas. A aplicação do cataplasma deve ser feita duas horas antes ou depois das refeições.

Mais da metade dos estudantes de odontologia nigerianos já foram expostos à patógenos durante prática profissional

Por outro lado, apenas 33 de 153 estudantes estudados estavam plenamente imunizados contra a Hepatite B, diz pesquisa.

A rotina no consultório odontológico geralmente expõe o profissional a diferentes patologias, portanto, uma conduta segura é fundamental não apenas para o paciente, mas também para o dentista. Pensando nisso, Oyinkansola O. Sofola e colegas da Nigéria investigaram como os estudantes de odontologia desse país se protegem de eventuais patógenos veiculados pelo sangue durante a prática clínica e o estado de vacinação para Hepatite B. A pesquisa resultou no artigo Occupational exposure to bloodborne pathogens and management of exposure incidents in Nigerian dental schools, publicado em junho de 2007 no Jornal of Dental Education.

De acordo com o artigo, os autores realizaram um estudo transversal por meio de questionários anônimos e auto-administrados com 153 estudantes (taxa de resposta de 84,5%) de quatro instituições distintas de Odontologia da Nigéria. Com as questões, eles investigaram características demográficas, número e tipo de exposição, conduta diante da exposição, proteções pessoais contra infecções cruzadas, além do relato de algumas exposições.

Os resultados mostram que apenas, 33 (37.9%) foram plenamente vacinados contra HBV, afirmaram os autores. Ainda, noventa participantes (58.8%) tiveram ao menos uma exposição profissional. Segundo o artigo, não houve associação significante entre diferenças de sexo, idade, localização da instituição e exposição. Quanto aos procedimentos no consultório, os autores identificaram que a maior parte das exposições (44,4%) ocorreu associada a limpezas dentárias manuais. Foi constatada também proteção inadequada nos olhos, porém, nenhuma das exposições foi formalmente reportada.

Diante disso, os autores entendem que é da responsabilidade das instituições de treinamento promover a segurança dos estudantes através de vacinação prévia obrigatória de HBV. E, concluem que as instituições devem manter em locais de fácil acesso, um manual com a política e os procedimentos para facilitar o rápido relato e conduta de todas as exposições profissionais.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Maior parte dos doadores escolhe técnica de transplante de rim em função de um retorno mais rápido ao trabalho


Segundo estudo, boa parte também opta por procedimento menos doloroso no pós-operatório. Artigo foi publicado na edição de dezembro do BJU International.

Para avaliar as razões que levam o potencial doador vivo de rim a preferir a nefrectomia laparoscópica, Alexander B.F. Grant e colegas da Austrália analisaram registros médicos e um banco de dados de transplantes. A pesquisa resultou no artigo "Por que os potenciais
doadores vivos de rim preferem a nefrectomia laparoscópica: um levantamento das atitudes do doador vivo", publicado na edição de dezembro do BJU International.

De acordo com o texto, os autores revisaram dados das "características demográficas, exigências em termos de analgesia, complicações pós-operatórias e duração da estada do doador no hospital". Eles realizaram também uma entrevista telefônica estruturada com todos os doadores vivos.

Após o levantamento inicial dos dados, os pesquisadores descobriram que entre os anos de 1995 e 2004 foram realizadas 38 nefrectomias laparoscópicas (LDN) e 38 nefrectomias abertas (ODN), sendo que, em ambos os casos, a maior parte dos pacientes era mulher (70%). Segundo o artigo, para LDN a média de idade foi de 44,4, já para ODN foi 47,1.

Os registros mostraram que dificuldades técnicas fizeram três LDNs serem convertidas em ODN. De maneira geral, a LDN foi 78 minutos mais longa do que a ODN. Por outro lado, os autores comprovaram que "a exigência média de analgesia e a duração da estada no hospital foi menor para LDN do que para ODN, com 55,4mg de morfina equivalente e 2,3 dias".

Com as entrevistas telefônicas, os autores identificaram que "embora todos os doadores renais estivessem cientes sobre a opção de LDN, um paciente escolheu ODN devido a preocupações com a segurança". Eles perceberam, ainda, que a principal fonte de informação do doador veio da avaliação do doador. Com relação à razão da escolha, o "retorno mais rápido ao trabalho" foi a principal questão apontada (54%), a segunda foi "menos dor no pós-operatório", indicada por 33%. Além disso, eles verificaram que, em geral, "houve um impacto psicossocial mínimo após o transplante renal e a experiência como um todo do doador foi muito positiva (85%)".

Com isto, os autores entendem que a nefrectomia laparoscópica continua sendo "uma técnica segura, menos invasiva, porém eficaz, para aquisição de transplante, com morbidade mínima". E de forma geral, o procedimento é menos doloroso e tem menos complicações cirúrgicas no pós-operatório, além de proporcionar ao doador um retorno mais rápido às atividades normais. Por fim, notam que "o nível de satisfação com o processo de doação como um todo foi muito positivo, com um impacto psicossocial mínimo".

Dormir para ficar bela

Belas adormecidas modernas sabem que uma boa noite de sono faz maravilhas. Melhor ainda é poder aliar ao sono os recursos da estética para ficar ainda mais bonita. É cada vez maior a quantidade de cremes indicados para à noite, que trabalham enquanto você dorme, potencializando tratamentos para o rosto, copo, cabelos, pele e até dentes.

Cremes da noite
Se os cremes diurnos protegem, hidratam e mantêm a pele, os noturnos visam esfoliação, recuperação, nutrição e renovação celular. Como não são expostos à ação do sol, podem ser formulados com princípios ativos fotossensibilizantes (que reagem à luz solar) em maiores concentrações e texturas mais consistentes. Na tentativa de potencializar a troca de células antigas por novas, que é naturalmente acelerada durante o sono, eles reúnem ingredientes como a vitamina A Palmitato (ou Retinol), versão mais suave do ácido retinóico. Trazem também os alfa-hidroxiácidos, esfoliantes naturais e, vitaminas, como a C, que combate os radicais livres, clareia a pele e estimula as fibras de sustentação. A concentração dessas substâncias em cosméticos industrializados obedece a um limite. Significa que sua ação é eficaz, mas não tão potente quanto um ácido retinóico ou glicólico receitado por um dermatologista na concentração certa para cada tipo de pele. O ideal é a união dos cosméticos com tratamentos indicados pelo médico.

Muitos cosméticos noturnos são indicados para todos os tipos de pele. Antes de comprar, o melhor é experimentar a textura para avaliar sua adequação: mais leve para peles mistas e oleosas; mais consistente para peles secas.

Tratamentos sob medida
O tratamento indicado pelo dermatologista permite o uso de substâncias puras em concentrações elevadas e variáveis conforme a evolução dos resultados. Entre estas substâncias destacam-se ácidos como o retinóico, líder absoluto na renovação celular e com ação comprovada na estimulação das fibras de colágeno (responsáveis pela firmeza da pele); os alfa-hidroxiácidos, especialmente o glicólico, por sua ação esfoliante e hidratante; e a vitamina C pura, importante no bloqueio aos radicais livres e no clareamento de manchas. Em função da ação complementar que as substâncias apresentam, os dermatologistas costumam associá-las em uma mesma formulação ou alterná-las de acordo com as necessidades da pele da paciente.

O uso de ácidos, especialmente o retinóico, deve ser suspenso 48 horas antes da exposição solar, permitida apenas sob a proteção de um bloqueador com fator acima de 15.

Pés quentes
Os pés podem receber cuidados parecidos com o das mãos para combater o ressecamento. Basta envolvê-los com uma grande quantidade de hidratante e, por cima, colocar uma meia de lã como fonte de calor. Pela manhã poderão ser lixados com mais facilidade. Tente o Odorant Gel Creme Desodorante para Pernas e Pés (R$ 20), da Aster, com uréia, mentol e cânfora, que hidrata e refresca; o creme Conforto para os Pés Hidratante de Ação Dupla (R$ 6), da Avon, com manteiga de cacau e óleo de hortelã-pimenta e o Soothing Foot Cream (R$ 10), da Oriflame,que refresca e alivia os sinais de cansaço dos pés.

Rosto claro como a Lua
As manchas mais comuns, chamadas senis, surgem após os 40 anos em função do efeito acumulativo do sol. Os melasmas, outro tipo de manchas, são desencadeados por razões hormonais ou predisposição genética. Para trata-las, é preciso persistência: manchas superficiais podem sair em 60 dias, as mais profundas ou antigas levam de seis meses a um ano.

O tratamento consiste na aplicação de substâncias capazes de agir dentro das células, diminuindo a produção da melanina (substância natural que pigmenta a pele). Entre estas, a mais eficaz é a hidroquinona. Outros ácidos também podem ser utilizados. Associados ou alternados a esses, pode-se aplicar ácidos como retinóico e glicólico ou a vitamina C. São substâncias que, ao acelerar a troca da superfície da pele, diminuem o pigmento que estava ali depositado. Durante o tratamento é fundamental o uso do bloqueador solar, porque quanto mais sol, mais escura ficará a mancha. Os tratamentos antimanchas e anti-sinais podem ser feitos ao mesmo tempo. "Como as substâncias são compatíveis, uma noite, trata-se as manchas, na outra, os sinais do tempo", diz Steiner.

Um sonho de sorriso
Com a evolução da odontologia cosmética é possível clarear os dentes em casa com a aplicação de géis clareadores (entre eles, o peróxido de carbamida). Em contato com as primeiras camadas do dente, esta substância provoca uma redução dos pigmentos incorporados a elas.

Para que o gel permaneça em contato com o esmalte durante a noite toda é preciso dormir com uma placa de acetato, fina e maleável, moldada previamente na boca da paciente. Na manhã seguinte, basta escovar os dentes para remover o produto. Durante as duas horas seguintes, enquanto a saliva estiver formando uma película natural de proteção sobre os dentes, é proibido fumar ou ingerir substâncias corantes como café, chá-preto, vinho, Coca-Cola, balas e geléias. Como o esmalte do dente estará poroso, ele vai absorver estes pigmentos mais facilmente.

Nesse período os dentes estarão mais sensíveis e deve-se evitar frutas cítricas, que podem provocar dor. O dentista deve acompanhar semanalmente o tratamento (que dura quatro semanas) para controlar o grau de clareamento dos dentes. Desde que sejam respeitados os limites de concentração da substância e do intervalo de um ano entre um tratamento e outro, o método não oferece riscos. Os melhores resultados são obtidos em manchas provocadas por cigarro e café. O clareamento pode durar um ano ou mais.

Água para hidratar o organismo

Embora não haja estatísticas que comprovem, os médicos afirmam que os brasileiros tomam pouca água, mesmo com esse calor dos trópicos. Em média, ingerem menos de 1 litro de água por dia, contrariando a indicação de 2 litros diários.

Para os médicos, isso é um mal sinal, pois a água é fundamental para manter a hidratação do corpo e do organismo, melhorando o funcionamento dos órgãos, que depende da saúde das células, que por sua vez, precisam receber alimento (vitaminas, minerais, açúcar e proteína) para desempenhar sua função. Em outras palavras, a água é importante porque faz o transporte desses nutrientes e permite a maior parte das reações químicas que a mantêm vivas.

A ingestão de pouca água no organismo acaba tornando escassa a matéria-prima para o rim, que impossibilitado de tirar água do organismo para filtrar as toxinas e os sais minerais, tende a concentrar esse material, aumentando o risco de formar cálculos renais (a conhecida pedra no rim). A uréia retida também dificulta a coagulação do sangue, facilitando sangramento. O tubo digestivo, ressecado, favorece a proliferação de bactérias que levam à diarréia.

Diante de tantos benefícios e funções atribuídos à água, então por que os brasileiros ingerem pouco o líquido? Vários motivos, segundo os especialistas. Desde as mulheres, que tomam pouca água para evitar as idas ao banheiro, os que afirmam não gostar da bebida, até as pessoas que, devido a correria do dia-a-dia acabam se esquecendo de hidratar o organismo.

Aqueles que não têm o hábito de tomar água devem começar a adaptar o organismo. Uma das saídas é mesclar os 2 litros diários de água com outros líquidos, como sucos naturais, leite, chás e sopas. Também é importante não esquecer de tomar água potável, devidamente tratada.

Além do bem causado à saúde, a água ainda é responsável, em grande parte, pela beleza físicos. A água é excelente para a pele e ajuda a combater a celulite. Portanto, comece a tomar muita água.

Veja os males do cigarro sobre seu organismo

Você fuma? Então veja os males do cigarro sobre seu organismo e também das pessoas que estão a sua volta cotidianamente.
É do tabaco, erva da família das solanáceas (Nicotiana tabacum) que possui nicotina, que é feito o cigarro.
O cigarro contém uma mistura de cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Parte delas é gasosa – incluindo o monóxido de carbono, e algumas são partículas, como o alcatrão, a nicotina e a água.
O alcatrão, além dos radioativos urânio, polônio 210 e carbono 14, concentra 43 substâncias comprovadamente carcinogênicas, ou seja, que provocam o câncer, já que alteram o núcleo das células.
A fumaça do cigarro contém toxinas que produzem irritação nos olhos, nariz e garganta, bem como diminuem a mobilidade dos cílios pulmonares, ocasionando alergia respiratória em fumantes e não-fumantes.
Estes cílios, semelhantes a cabelos muito finos, são projeções da mucosa que ajudam a remover sujeiras e outros detritos do pulmão.
Quando têm seus movimentos paralisados pela exposição à fumaça do cigarro, as secreções acumulam-se, contribuindo para a tosse ou pigarro típico do fumante e para o surgimento de infecções respiratórias, freqüentes em quem tem contato com a fumaça.
A fumaça do cigarro é também constituída por monóxido de carbono (CO), cuja concentração no sangue circulante de quem fuma aumenta rapidamente pela manhã, continua a subir durante o dia e decresce à noite.
Aproximadamente, 3 a 6% da fumaça do cigarro são compostos por monóxido de carbono. Quando inalado, o monóxido de carbono atinge os pulmões e dali segue para o sangue, reduzindo sua capacidade de carregar oxigênio.
Em conseqüência, as células deixam de respirar e produzir energia, o que faz com que o fumante tenha o fôlego prejudicado e fique exposto ao risco de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Além de venenoso em altas concentrações, o CO está implicado em muitas doenças associadas ao fumo, inclusive nos efeitos danosos sobre o desenvolvimento do feto das grávidas tabagistas.
A nicotina, outra das substâncias encontradas no cigarro, diminui a capacidade de circulação sangüínea, aumenta a deposição de gordura nas paredes dos vasos e sobrecarrega o coração, podendo levar ao infarto do miocárdio e ao câncer, mas seu papel mais importante é reforçar e potencializar a vontade de fumar.
Ela atua da mesma forma que a cocaína, o álcool e a morfina, causando dependência e obrigando o fumante a usar continuamente o cigarro. Em altas concentrações, é também venenosa.
Perdas - Pesquisas evidenciam as perdas econômicas causadas pelo cigarro em fumantes e não-fumantes, tais como: faltas ao trabalho; queda de produtividade; aposentadorias precoces; mortes prematuras; custos com a manutenção de imóveis, aparelhagens, móveis, tapetes, cortinas, etc. danificados; incêndios rurais e urbanos; acidentes de trabalho e, acidentes de trânsito.
Ressalte-se que a totalidade dos gastos sociais decorrentes do tabagismo supera em muito a arrecadação de impostos que ele proporciona: o câncer, segunda causa de morte por doença no país, é responsável por grandes gastos com tratamentos e internações hospitalares, uma vez que 90% dos cânceres de pulmão e 30% de todos os outros tipos de câncer são devidos ao tabagismo.
As doenças cardiovasculares, primeira causa de morte no país, bem como a bronquite crônica e o enfisema, estão diretamente relacionadas ao uso de tabaco e geram importantes gastos na área da saúde.
Apenas estes dois exemplos nos dão a dimensão das perdas econômicas geradas pelo tabagismo, aliados à queda na qualidade de vida do trabalhador.
Paralelamente, ainda existem os gastos economicamente não mensuráveis, como a dor, o sofrimento pessoal e familiar dos vitimados - nem sempre considerados.

Não-fumantes - Os fumantes não são os únicos expostos aos males do cigarro.
Também os não-fumantes são atingidos, já que passam a ser fumantes passivos.
Onde quer que alguém esteja fumando, são encontradas partículas da fumaça do cigarro, principalmente em locais fechados, residenciais ou públicos.
Rapidamente, as concentrações das substâncias tóxicas da fumaça excedem os níveis considerados padrões para a qualidade do ar ambiente.
O cigarro é considerado pela Organização Mundial da Saúde – OMS – como o maior agente de poluição doméstica e ambiental, tendo em vista que as pessoas passam 80% de seu tempo diário em locais fechados, tais como os de trabalho, residência e lazer.
Atualmente, por todo o mundo, cada vez mais as autoridades governamentais têm estabelecido regulamentos e leis de proteção aos não-fumantes; além disso, há crescente aumento da conscientização dos indivíduos sobre a qualidade do ar que respiram, não só em casa, como nos ambientes de trabalho e locais públicos.
Também no Brasil, progressivamente, surgem leis em nível estadual e municipal preservando os direitos dos não-fumantes, o que mostra avanço na conscientização das autoridades no que tange à poluição tabágica ambiental.
A qualidade do ar que respiramos é fundamental para nossa saúde, bem como para o bom desempenho de nossas funções cotidianas.
A permanência em um ambiente poluído com nicotina faz com que absorvamos substâncias em concentrações semelhantes às de quem fuma. Tal comprovação é realizada através da medição da cotitina, principal produto da decomposição da nicotina - substância que pode ser encontrada no sangue e na urina dos não-fumantes que moram, convivem ou trabalham com fumantes.
No Brasil, estima-se, anualmente, a morte precoce de 80 mil pessoas em virtude do tabagismo, número esse que vem aumentando ano a ano. Em outras palavras, cerca de 10 brasileiros morrem por hora por causa do cigarro, sendo o câncer a principal causa de morte.

Gravidez - Fumar durante a gravidez acarreta sérios riscos tanto para o bebê quanto para a mãe. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e hemorragias ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.
Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina sobre o feto, após sua absorção pelo organismo materno.
Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, pelo efeito da nicotina em seu aparelho cardiovascular.
Portanto, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto em virtude do tabagismo da mãe gestante.
Analiticamente, a relação do poder aquisitivo com o consumo de cigarros mostra que há menor consumo nas classes de maior rendimento familiar.
Contraditoriamente, a população de menor renda - e que costuma ter a saúde mais frágil – é a que mais gasta com cigarro, em detrimento de itens prioritários como, por exemplo, a alimentação.
Em grande parte, essa diferença é causada pela maior desinformação das classes economicamente mais pobres.
É importante notar que este maior consumo de tabaco, somado a condições como desnutrição, doenças infecciosas e do trabalho, leva a um adoecimento mais freqüente e agravado.
Convém lembrar, ainda, que os ambientes confinados das pequenas moradias favorece sobremaneira a inalação passiva das substâncias tóxicas por crianças, gestantes e doentes.

Efeitos Causados Pelo Fumo sobre a Saúde
A curto prazo A médio e longo prazos
· Irritação nos olhos · Redução da capacidade respiratória
· Manifestações nasais · Infecções respiratórias em crianças
· Tosse e cefaléia · Aumento do risco de aterosclerose
· Aumento dos problemas alérgicos e cardíacos · Câncer
· Infarto do miocárdio

Doenças associadas ao uso do cigarro
· Doenças coronarianas (25%)

Angina e infarto

· Doenças pulmonares obstrutivas crônicas - DPOC (85%)

Bronquite e enfisema

· Câncer em geral (30%)
Pulmão (90%), boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero
· Doenças cerebrovasculares (25%)

Derrame cerebral

· Úlceras digestivas
· Infecções respiratórias variadas


Apnéia obstrutiva do sono


Quem ronca sabe que esse problema é mais que um pesadelo. Pior, pode ser o sinal de uma doença que atinge 3% da população mundial, a Apnéia Obstrutiva do Sono (ASO). Trata-se da interrupção respiratória ocorrida durante o sono que pode levar a uma série de conseqüências como: sonolência excessiva durante o dia, estresse, depressão, propensão à sonolência enquanto estiver dirigindo, comprometimento da libido, hipertensão arterial e desgastes físicos e mentais. Tudo isto como conseqüência de noites mal dormidas. De acordo com pesquisas recentes, a Apnéia do Sono está classificada entre as doenças que mais matam no mundo. Tal ocorrência pode acontecer durante o sono, por acidente de trânsito ou por problemas cardíacos, como acidente Vascular Cerebral (AVC) ou infarto. A Apnéia Obstrutiva do Sono atinge em sua maior parte homens, sobretudo obesos, e mulheres após a menopausa, porém, também pode ser de origem hereditária atingindo inclusive a criança.

Durante o sono normal, os músculos que controlam a língua e o palato mole mantêm a passagem de ar aberta, porém eles estão relaxados e a passagem de ar torna-se mais estreita, bloqueando parcialmente a entrada de ar. A inspiração faz com que a parte mais macia e flexível da garganta vibre, produzindo o ruído do ronco. Se a garganta é especialmente estreita ou os músculos estão muitos relaxados, a passagem de ar fica completamente bloqueada, impedindo a respiração, e, nessa situação ocorre a Apnéia do Sono. Como não existe cura, foi desenvolvido pelo Dr. Collin Sullivan, em 1971, nos Estados Unidos, o CPAP, equipamento que funciona como gerador de fluxo de pressão positiva para auxilio ao portador da síndrome da Apnéia do Sono.

Desde 1991, a GER-AR Comércio de Produtos Médicos Ltda, por meio de seu diretor, o engenheiro Dalton da Costa Cabral, representa com exclusividade no Brasil toda a linha de geradores de fluxo não invasivos de fabricação da Resmed/Sullivan, CPAP – AUTO CPAP – VPAP e atualmente a linha completa de equipamentos para diagnóstico e titulação da marca EMBLA. Com o intuito de divulgar seus produtos e fornecer treinamento técnico e demonstrativo de toda a linha de equipamentos dirigida a área do sono, o grupo disponibiliza ao mercado mais uma empresa denominada GER-AR SONO – CENTRO DE DIAGNÓSTICO DO SONO. A empresa é formada por uma equipe de médicos, fisioterapeutas, e técnicos especializados na área do sono. Contando com a experiência de quem há 35 anos vem se dedicando ao segmento da área respiratória, sendo que nos últimos 12 anos dirigidos exclusivamente à medicina do sono, a GER-AR SONO oferece os seguintes serviços: Relatórios para análise de eventos respiratórios Diagnósticos de apnéia do sono, Vídeo digital, Análise de movimento periódico das pernas (PLM), Oximetria entre outros.

A GER-AR SONO possui um centro de diagnósticos de última geração com duas suítes completas cuidadosamente decoradas e equipadas com sistema de micro-câmeras, incluindo conjunto de placas infravermelho, para garantir total visão dos movimentos do paciente. As suítes são equipadas com aparelhos automáticos "No Invasive Pressure Blood" (NIPB), para monitoramento da pressão arterial do paciente, além de oxímetros de pulso automático com leitura direta na central durante acompanhamento técnico. O paciente tem à mão um inovador sistema de chamada, além de suporte médico-hospitalar 24 horas. Ao final da noite de sono garantido e de diagnóstico detalhado, é servido um completo café da manhã.

Os exercícios anaeróbios também queimam gordura

Está caindo por terra o mito de que para emagrecer só vale praticar exercícios aeróbios, como correr, nadar e dançar. Especialistas apontam que para reduzir a taxa de gordura do corpo qualquer atividade física é válida, incluindo aí as ditas anaeróbias, como musculação e ginástica localizada.

A prova está em uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, realizada pela professora de educação física Ana Cláudia Fernandes. Ela comparou três grupos de adolescentes obesos durante três meses: um deles executou exercícios aeróbios, o outro, anaeróbios, e o terceiro não fez nenhum exercício. Todos os que se exercitaram perderam 11% de gordura corporal. Segundo a pesquisadora, o importante é que o indivíduo mexa o corpo praticando uma atividade que lhe dê prazer três vezes por semana por pelo menos 30 minutos.

Uma sessão de 40 minutos de musculação ou ginástica localizada mandam para o espaço 400 calorias. Mas o efeito dos exercícios anaeróbios não pára por aí. O organismo queima mais calorias não só durante a malhação, mas também quando está em repouso. "O aumento da massa muscular faz o corpo queimar calorias extras constantemente para se manter funcionando, já que os músculos são famintos e consomem grande parte da energia armazenada", explica Cláudio Pavanelli, fisiologista da Clínica do Movimento do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Devagar e sempre

Se você não costuma praticar atividade física deve começar aos poucos, realizando exercícios duas vezes por semana. Depois de 15 dias, aumenta-se a freqüência para três vezes por semana, em dias alternados. Quando sentir que o corpo está se acostumando, já dá para malhar todos os dias, intercalando três dias de aeróbios e dois de anaeróbios. Mas, sem exagero. A prática diária não deve ultrapassar uma hora, evitando, por exemplo, estragos nos músculos, articulações e tendões. E não se esqueça de um detalhe importante: "O alongamento deve ser feito sempre", recomenda Márcio Marega, fisioterapeuta da Clínica do Movimento do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O ideal é esticar o esqueleto antes e depois dos exercícios, durante cinco minutos. No começo da prática isso aquece os músculos e, no final, solta a musculatura e não deixa o corpo ficar dolorido no dia seguinte. Outra dica preciosa é tomar água antes, durante e depois da ginástica, o que garante hidratação e ajuda o organismo trabalhar direitinho.

As atividades aeróbicas mais recomendadas

• Natação
Especialistas não se cansam de dizer que a natação é uma atividade completa. Ela mexe com todos os músculos do corpo e trabalha a respiração, queimando até 500 calorias por hora. Pratique por 1 hora, com 15 minutos de aquecimento no início e mais 15 de relaxamento no final.

• Bicicleta
É possível queimar até 400 calorias em uma hora de pedaladas em ritmo acelerado e, de quebra, eliminar depósitos de gordura na região das coxas e dos quadris.

• Dança de salão
Convoque seu parceiro e capriche no figurino. Além de divertida, a dança de salão pode deixar você em forma. Uma aula de 40 minutos consome 600 calorias.

• Caminhada
Caminhe até o trabalho, o supermercado, a escola das crianças, a academia de ginástica... Basta calçar um tênis de solado grosso que absorve o impacto e ir a luta. Faça de 30 minutos a 1 hora de exercício por dia. Com isso, você manda para o espaço até 550 calorias por hora, se andar em ritmo acelerado. O melhor é escolher um terreno plano, para não se cansar muito no início, e, com o passar do tempo, incluir subidas e descidas.

• Corrida
De todas as atividades aeróbias, é a que mais queima calorias — cerca de 1 000 por hora, se você manter o ritmo constante. Os benefícios são parecidos com os da caminhada, mas o emagrecimento acontece mais rapidamente. O terreno deve ser plano e o tênis, adequado. Exige bom condicionamento físico e é contra-indicada para quem está muito acima do peso. Explica-se: pode comprometer as articulações dos joelhos e tornozelos
.

A freqüência cardíaca ideal para perder peso

Para queimar gordura e melhorar a capacidade cardiovascular, deve-se manter durante o exercício uma freqüência cardíaca entre 65% e 85% do valor máximo. Cuidado, se a intensidade extrapolar o limite, o organismo não consegue oxigenar e nutrir suficientemente os músculos para a prática da atividade física. Assim, o tecido muscular passa a produzir ácido láctico, provocando dores e cansaço. "É o aviso que o corpo dá para parar de se movimentar", ensina Pavanelli. Vale lembrar também que os riscos de acidentes cardíacos aumentam nessas condições.

Para calcular seu índice de freqüência máxima utilize a fórmula:

208 – (idade x 0,7) = Y.
Y x 0,6 = freqüência cardíaca máxima

Exemplo de uma pessoa de 25 anos:
208 – (25 x 0,7)
208 – 17,5 = 190,5
190,5 x 0,6 = 114,3

Corpo em movimento

Quando você começa a malhar sua freqüência cardíaca sobe. Isso porque o coração passa a bombear mais rapidamente o sangue, garantindo oxigênio e energia para os músculos.

Nos músculos, o trabalho das mitocôndrias, componentes responsáveis pela respiração celular, aumenta. São elas que transformam oxigênio em energia.

Por essas e outras, o metabolismo do corpo fica acelerado e, assim, o gasto calórico é maior. Resultado: o organismo vai precisar de energia extra, a qual vai buscar nos carboidratos, proteínas e gorduras acumulados no tecido adiposo em forma de gordura.

Por que o músculo cresce
Diante do esforço, as fibras musculares sofrem rupturas. Esses "machucados" são, com o tempo, preenchidos por proteínas – é como um processo de cicatrização. As proteínas extras que se incorporam ao músculo fazem seu volume aumentar, e o corpo ganha a tal massa muscular.