sábado, 6 de junho de 2009

Medidas biomédicas simples podem ajudar médicos na avaliação do prognóstico de idosos

Segundo estudo publicado na edição de novembro/dezembro dos Archives of Gerontology and Geriatrics, pressão sanguínea sistólica, glicemia de jejum e hemoglobina podem ser úteis na prática clínica.

Estabelecer um perfil de risco de mortalidade baseada em condições das doenças e medidas biomédicas baratas, como por exemplo pressão sanguínea sistólica, glicemia de jejum e hemoglobina identificados no estudo pode ajudar os médicos na avaliação do prognóstico das pessoas idosas. Essa é a conclusão de um estudo realizado em Taiwan e publicado na edição de novembro/dezembro dos Archives of Gerontology and Geriatrics. Os resultados deste estudo revelam a importância de incorporar medidas clínicas e laboratoriais na avaliação de mortalidade em adultos idosos, afirmam Tzuo-Yun Lan, da divisão de gerontologia do National Health Research Institutes de Taiwan, e colegas, autores do pesquisa.

De acordo com o artigo, o objetivo do estudo foi investigar a relação de medidas clínicas e laboratoriais com todas as causas de mortalidade e avaliar a importância de seu potencial clínico em predição de mortalidade em adultos idosos. Embora alguns testes clínicos e laboratoriais tenham sido estudados na sua relação individual com a mortalidade total ou por causa específica, como a cardiovascular, o efeito total destes indicadores na mortalidade raramente foi avaliado, afirmam os pesquisadores.

Ao todo, foram avaliadas 2.086 pessoas com 65 anos de idade ou mais que participaram do exame de saúde de base populacional em 1995 e 1996 na cidade de Kaohsiung, Taiwan, e que foram acompanhadas até o fim de 2003.

Segundo o texto, as medidas selecionadas para análise foram: freqüência de pulso, pressão arterial, altura, peso, níveis séricos de colesterol, triglicérides, creatinina e ácido úrico, glicemia de jejum (FGB), hemoglobina (HG) e contagens de células brancas (WBC) e vermelhas (RBC). Uma vez coletadas as informações, os pesquisadores utilizaram a regressão de Cox para selecionar medidas significativas para a mortalidade total. Além disso, todos os participantes foram posteriormente classificados em grupos de risco, baseados na história da doença e nos valores das medidas identificadas nas análises, para avaliar o risco de mortalidade.

Os resultados mostraram que, ao todo, 409 participantes faleceram durante uma média de 8,2 anos de follow-up. Entre todas as 14 medidas avaliadas individualmente, cinco (pressão arterial sistólica [SBP], creatinina, ácido úrico, FBG e HG) foram estatisticamente relacionadas à mortalidade total. SBP, FBG e HG foram, além disso, identificadas como tendo efeito independente na mortalidade total na análise multivariada, ressaltam os autores.

Dieta anti-celulite e menos 3 quilos em 10 dias

Você malha, malha e não consegue se livrar da danada da celulite, que insiste em irritá-la. Desistir, nunca! Ainda mais à porta do verão. Nosso plano para ajudá-la a suavizar os furinhos nas coxas, nos culotes e no bumbum passa por uma dieta de dez dias que é tiro e queda! Você pode até saber, mas vale lembrar: além da genética, das alterações do hormônio estrógeno e da falta de exercício, a celulite é agravada pela dieta desregrada. Por isso, a primeira providência é cortar os carboidratos refinados (doce, macarrão e pão feitos com farinha branca) e os produtos carregados de gorduras saturada e trans (carne gorda, fritura, margarina e biscoito recheado — feito com farinha branca e gordura hidrogenada, consegue juntar as duas coisas ruins).

O próximo passo é colocar no cardápio os alimentos que prometem controlar e prevenir a celulite. E, nesse ponto, as últimas descobertas na área da nutrição são animadoras: “Existem alimentos que ajudam a dar uma boa limpada no organismo, neutralizando as toxinas, melhorando a circulação e outros problemas que agravam a celulite”, conta a nutricionista Eliane Tagliari, da Clínica Nutribioforma, em Curitiba. Quer fazer o teste? Especializada em nutrição funcional, Eliane propõe uma dieta que inclui grandes aliados para um bumbum lisinho (veja o quadro abaixo).

Outro segredo: fazer combinações para potencializar a ação desses alimentos, que pertencem à família dos funcionais (nutrem e reforçam o sistema imunológico). “Misturar azeite de oliva extravirgem com azeite de linhaça aumenta a ação antiinflamatória da dupla, o que faz toda a diferença numa dieta anticelulite”, diz a nutricionista. Tomate, leite e derivados alteram muito o pH do organismo, abrindo espaço para os furinhos, e por isso ficam de fora. Muito sacrifício? Dê uma olhadinha nas refeições sugeridas a seguir – as opções são bem gostosas. Além disso, a dieta dura só dez dias – nesse tempo também dá para perder 3 quilinhos! Vai resistir?
10 alimentos anticelulite

Estes alimentos têm substâncias poderosas contra a celulite

1. Algas: fonte de iodo, equilibra o trabalho da glândula tireóide, evitando flutuações hormonais.
2. Arroz integral: contém fibras, vitaminas do complexo B e minerais (magnésio e cromo), favorecendo a digestão do açúcar e o funcionamento do intestino.
3. Aveia: rica em silício, reorganiza as fibras de sustentação da pele e previne a formação dos furinhos.
4. Azeite de oliva extravirgem: tem ação antiinflamatória, ou seja, combate os edemas acarretados pela celulite. Associado ao azeite de linhaça, se torna mais potente.
5. Castanha-do-pará: carrega selênio, um importante antioxidante contra o envelhecimento das células.
6. Folhas verde-escuras: fonte de clorofila, melhoram a circulação e desintoxicam o organismo.
7. Lima-da-pérsia: limpa o sistema linfático e desintoxica o fígado.
8. Maçã: fonte de pectina, um tipo de fibra que neutraliza as toxinas presentes no organismo.
9. Missô (pasta de soja fermentada): é riquíssimo em probióticos naturais, que favorecem o intestino, além de ajudar a desintoxicar e desinchar.
10. Shitake: de todos os cogumelos, é o que contém mais lenitan, substância que reforça as defesas do organismo e tem o poder de diminuir o processo inflamatório.

cardápio da dieta

A nutricionista Eliane Tagliari elaborou uma dieta de dez dias com todos os heróis antifurinhos – variando as opções sugeridas para as refeições, dá para montar um menu diferente a cada dia. É importante comer a cada duas horas, por isso são quatro lanches no cardápio. Se o intervalo entre o seu almoço e o jantar costuma ser curto, escolha dois ou só um dos lanches e, nos dias em que jantar tarde, dispense a ceia ou transforme-a na sobremesa.

A tecnologia da Biocerâmica Invel contra a Celulite

A celulite está com os dias contados!! Chegou ao mercado a Bermuda de Biocerâmica Anti-Celulite da Invel aprovada pela ANVISA, o que demonstra a seriedade e eficácia do produto no combate à celulite. A bermuda é feita de poliamida e elastano, sendo que no tecido é incorporada a "biocerâmica" que emite o raio infra-vermelho longo que estimula o metabolismo celular e a micro circulação local dissolvendo o excesso de gordura, ajuda a ativar a circulação sangüínea local, atuando no combate à celulite. Com apenas 1 mês de uso, você obtém ótimos resultados, equivalentes à 8 sessões de drenagem linfática manual. E você pode potencializar os resultados aplicando um cosmético de combate à celulite.

  • A bermuda Invel pode ser usada por homens e mulheres sem restrições de idade.
  • Ajuda a ativar a microcirculação sanguínea local Atua como coadjuvante no combate a celulite.
  • Auxilia no combate à proliferação excessiva de bactérias e protege contra os raios UVA e UVB 1 mês de uso equivale a 8 sessões de drenagem linfática manual.
  • Potencializa efeitos de agentes tópicos para a redução da celulite.
  • São 3 tecnologias em um único tecido:
    • Aquadry - a bermuda não aquece e expulsa o suor, permitindo que a transpiração do corpo passe para fora dele, mantendo o corpo seco, inclusive pode ser usada por baixo da roupa, pois não marca.
    • Uvblock - protege contra a ação dos raios ultravioleta.
    • Invel Tech - tecido com biocerâmica emissor de infravermelho longo, e ainda é bacteriostático, não produzindo cheiro e nem tampouco alergias.

Você também pode contar com a camiseta modeladora Invel com biocerâmica para reduzir medidas e modelar o abdômen. Aprovada pela ANVISA

Para vencer a celulite, mude seus hábitos!


Na guerra contra a celulite, é preciso pegar pesado e atacar de todas as formas possíveis. Não é uma batalha fácil, mas é possível obter grandes resultados. É claro, alguns tratamentos podem pesar no bolso, mas existem medidas que todos podem e devem praticar, pela melhora da celulite e para ganhar muito mais saúde.

Qualquer que seja o estágio da celulite e antes de pensar em qualquer tratamento clínico ou cosmético, é preciso mudar o estilo de vida.

Acerte a alimentação

Alguns pecados à mesa, a falta de apetite e o estresse podem agravar a celulite. Comer amido, gorduras e açúcares em excesso aumenta o peso, interferindo diretamente no estado da celulite.

Procure adotar uma dieta equilibrada, pouco calórica, rica em nutrientes, com baixo teor de gorduras e pouco sal. As refeições devem ser divididas com os seguintes alimentos:

  • CONSTRUTORES: Carnes, leites e derivados, ovos, feijões e grãos suprem o corpo de proteínas e cálcio, básicos para o funcionamento dos órgãos vitais e renovação celular. O ideal é comer duas porções de carne e de laticínios desnatados por dia. Exemplo: 150 g de carne vermelha magra; 150 de peixe ou frango; 200 ml de leite e 2 fatias de ricota.
  • ENERGÉTICOS: Carboidratos (cereais e batata) e gorduras (manteiga e óleos de oliva, canola e soja) respondem pela força e energia do corpo. Por dia consuma cinco porções de carboidratos e uma porção de gordura. Exemplo: 1 barra de cereais; 2 colheres (sopa) de arroz integral; 1 pão francês; 1 batata média; 1 gelatina e 1/2 colher (sopa) de azeite de oliva.
  • REGULADORES: Frutas, verduras e legumes, ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água, ajudam na absorção de nutrientes e eliminação de toxinas. Consuma oito porções, divididas nas duas principais refeições. Exemplo: 3 frutas; 2 porções de folhas; 2 xícaras de legumes.

Alimentos que ajudam no combate à celulite

  • Coma alimentos crus, que têm muita água e ajudam a eliminar toxinas.
  • Beba muita água: quanto mais água você bebe, menos líquidos as células retêm. Além disso, a água auxilia na eliminação de toxinas.
  • Beba suco de beterraba crua diariamente, que ajuda o fígado a metabolizar as gorduras acumuladas.
  • Coma pepino, um aliado valioso para ajudar os rins a eliminar toxinas.
  • Inclua fibras na dieta, que evitam prisão de ventre e retenção de toxinas. As frutas secas e os cereais crus devem ser consumidos porque têm muita proteína, garantindo a elasticidade das fibras que sustentam a pele.
  • Uma porção de acelga a cada três dias contribui com a boa circulação.

Alimentos pioram a celulite

  • Controle o consumo de café: a cafeína altera a produção hormonal.
  • Evite a ingestão de bebidas alcóolicas, pois o álcool incha as células de gordurosas.
  • Evite carnes vermelhas gordurosas, que deixam resíduos na circulação.
  • Corte frituras, pois todo alimento pode ser consumido cru ou cozido, e representa menos calorias.
  • Evite alimentos com conservantes (como enlatados e refrigerantes), que são toxinas para o sistema linfático.
  • Diminua o sal, porque o sódio retém líquidos, que provocam inchaço.

Inclua exercícios em sua rotina

A falta de exercício impede o bom funcionamento do sistema linfático, responsável pela eliminação de toxinas do organismo. Se o corpo não se movimenta, o metabolismo fica mais lento, tornando a queima de gordura dentro das células menos eficiente. Segundo o fisiologista Turíbio Leite de Barros, quanto mais tempo o corpo leva para eliminar gorduras, mais chances tem de ficar com toxinas que interferem na oxigenação celular.

  • Pratique exercícios físicos com regularidade. Faça atividades aeróbicas de baixo impacto (natação, ciclismo etc.) e evite as de alto impacto (corrida), que podem causar rompimento de pequenos vasos fragilizados pela má circulação local.
  • Atividades aeróbicas são fundamentais para queimar os depósitos de gordura e as localizadas, como a musculação, enrijecem os músculos, esticando a pele e tornando os furinhos menos evidentes. Além disso, a prática de exercícios físicos alívia o estresse, que joga adrenalina na corrente sangüínea, sobrecarregando o sistema linfático.
  • Quem tem celulite e também está acima do peso não deve sobrecarregar o organismo. Nesse caso, a natação ou a hidroginástica são os exercícios mais indicados, já que, na água, o corpo fica 60% mais leve e o trabalho parece mais suave.
  • A postura deve ser uma preocupação constante durante a realização dos exercícios. Quando está incorreta, forçamos determinadas regiões, comprometendo a circulação sangüínea e favorecendo o aparecimento da celulite.
  • As atividades anaeróbicas também ajudam a eliminar a celulite, modelando a musculatura e oferecendo maior e melhor sustentação para a pele.

Por fim, se você fuma, deixe de fumar: o cigarro prejudica o sistema circulatório e contamina o sistema linfático com toxinas.

As causas da celulite


Ela chega como quem não quer nada e faz um grande estrago tirando o sossego de quem a carrega. É ela mesma, a Celulite! Este problema estético acontece em cerca de 95% das mulheres e raramente nos homens. Aparece em pessoas magras, obesas e normais, por isso não está relacionada à obesidade.

O que é?

É a alteração do tecido conjuntivo que provoca acúmulo de gordura e retenção de líquidos nas células, normalmente afetando as mulheres.

Como se forma?

Na puberdade, o estrogênio (hormônio feminino) passa a ser produzido em maior quantidade, fazendo com que aumente a retenção de líquido provocando uma concentração de gordura nas regiões como: pernas, abdômen, quadris, culotes, nádegas e coxas.

Normalmente, as células de gordura recebem oxigênio e nutrientes, e liberam água e toxinas. Quando não se consegue mais estabelecer esse mecanismo, essas células incham e comprimem os vasos sangüíneos, causando alteração de tecidos elásticos como elastina e colágeno.

As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que a herança genética é um dos principais fatores relacionados ao surgimento dos temidos furinhos. Além da hereditariedade, outros fatores que podem estar envolvidos no aparecimento da celulite são:

  • alterações hormonais: estrógeno em excesso
  • má circulação: compromete a troca de substâncias entre vasos sangüíneos e células
  • alimentação inadequada: gorduras e enlatados sobrecarregam o organismo de toxinas
  • excesso de sal causa retenção de líquidos
  • cafeína altera a produção hormonal
  • álcool incha as células gordurosas
  • fumo: nicotina estreita os vasos sangüíneos

Embora a celulite fique mais evidente com o aumento de peso, sua manifestação pode ou não estar relacionada à obesidade. Pessoas com peso normal ou mesmo abaixo do peso também podem ser vítimas dos indesejáveis buraquinhos.

Como ela aparece

Nas camadas mais profundas da pele, há uma substância gelatinosa responsável pela troca de nutrientes entre os vasos sangüíneos e as células. Qualquer desordem no metabolismo faz com essa gelatina endureça, levando ao surgimento das fibroses que comprimem vasos e nervos. As fibra colágenas perdem a elasticidade, engrossam e enrijecem tudo ao seu redor. O aspecto noduloso deve-se a alterações no tecido subcutâneo e ao armazenamento anormal de gordura nas células adiposas, que aumentam de tamanho e de quantidade, comprimindo toda a região, impedindo a nutrição e oxigenação dos tecidos e comprometendo a eliminação de toxinas pelo sistema linfático.

Pesquisa avalia conhecimento de grávidas do Rio Grande (RS)

Resultados mostram que o conhecimento das mulheres sobre os exames necessários durante o pré-natal, bem como sobre as situações que indicam risco durante a gravidez, esteve muito aquém do desejado.

Apesar de diversos programas e ações terem sido implementados no Brasil nas últimas décadas, a redução dos riscos à gravidez com conseqüente melhoria nos indicadores de saúde materna está longe de ser realidade. Isso é o que mostram Raúl Mendoza-Sassi da Universidade Federal do Rio Grande em um estudo que teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento que 367 gestantes residentes na periferia da cidade de Rio Grande (RS) têm sobre o pré-natal e sobre a identificação de situações de risco à gravidez.

De acordo com artigo publicado na edição de setembro de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, os dados apresentados no trabalho são provenientes de um estudo transversal realizado entre mulheres com até 16 semanas de gravidez residentes na periferia da cidade, as quais foram identificadas mediante visita a todos os domicílios de todos os bairros da área selecionada, entre os meses de agosto de 2004 e março de 2005.

Os resultados mostram que, com exceção do exame de urina e do teste para HIV referidos espontaneamente como necessários, os demais procedimentos foram citados por cerca de 30% das entrevistadas. Já toque vaginal, exames de mamas e citopatológico de colo uterino foram referidos por, no máximo, 7% delas. Além disso, somente dois terços mencionaram sangramento vaginal e dores abdominais como sinais de gravidade, afirmam os especialistas no artigo.

Os pesquisadores concluem que o conhecimento de exames durante o pré-natal, bem como de situações que indicam gravidade, esteve muito aquém do desejado. Os achados deste estudo evidenciam a necessidade de intensificar o processo educativo entre as gestantes, permitindo, assim, que o conhecimento sobre a atenção no pré-natal seja mais adequado e difundido. Essa ação diminuiria a assimetria na relação gestante-serviço de saúde e melhoraria a qualidade da atenção com conseqüente impacto sobre a morbi-mortalidade materno-infantil, sobretudo no período perinatal, destacam.

Brasil destina à saúde o que países desenvolvidos investiam na década de 80

Doenças como malária ainda são uma realidade. Problemas como estes foram apontados por pesquisador, durante evento, como fatores de interferência no processo de incorporação de tecnologia à saúde no país.

Com o objetivo de discutir novas propostas para a saúde, representantes de empresas, consumidores e do governo reuniram-se hoje na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Para representar a visão dos consumidores, a advogada Maria Stella Gregori, lembrou que o autor do livro prega através de sua análise sobre o sistema de saúde nos EUA que há atualmente uma grande competição neste setor, mas que ela não está funcionando. Isto porque não tem conseguido trazer qualidade, nem tem gerado valor para o paciente.

A melhoria só seria alcançada com o foco destinado ao paciente. Ela destacou ainda que para Porter o valor da saúde é quantificado através do dinheiro investido em saúde. Ela, então, concluiu que no Brasil há a necessidade de se estabelecer também um valor para a saúde. Segundo Gregori, a Constituição Federal já traz princípios que ajudam a nortear esta busca, pois aborda a dignidade humana, o consumidor de forma diferenciada e a saúde como um bem de todos.

Para a advogada, o Brasil já avançou em muitos pontos, pois criou a Lei 9.656/98 e a ANS (Agência Nacional de Saúde), órgão regulador. Portanto, considerou que o país tem instrumentos para avançar sobre a questão da saúde, e que para a conceituação de valor será necessário um equilíbrio entre prestadores e consumidores. "É importante lembrar que saúde é uma atividade onde o social se sobrepõe ao econômico", ressaltou.

Já Marcos Bosi Ferraz, do Centro Paulista de Economia da Saúde / Unifesp e do Fleury Medicina e Saúde, trabalhou com a questão da incorporação da tecnologia à saúde. Ele afirmou que, hoje, o Brasil "tem problemas de saúde e recursos financeiros do século passado". "Em 2006 o país destinou ao Sistema de Saúde o mesmo que países desenvolvidos investiam nos anos 80", disse. O que, na verdade, interfere sensivelmente no consumo de tecnologia. Ele disse que, no país, "doenças como tuberculose, infecção e malária ainda não estão resolvidas. E, no entanto, outros atuais passaram a existir como, por exemplo, Alzheimer".

Segundo Ferraz, o ritmo de geração de novos conhecimentos cresce muito acima da capacidade da sociedade, como um todo, de ter acesso aos mesmos.Ele afirmou que atualmente considerando um medicamento que tenha eficácia de 80% em uma amostragem de mil pacientes, em um mundo real, vários fatores vão influenciar o resultado final. Por exemplo, o acesso ao sistema de saúde, a precisão do diagnóstico, a eficácia do tratamento, a aderência do prestador e a aderência do paciente. Tudo isso somado, faz com que apenas 47% desses 1000 pacientes sejam curados. Ele destacou, ainda, que em países com problemas no sistema, por exemplo, nos em desenvolvimento esta estimativa pode chegar ao extremo de 9% de pacientes curados. Assim, concluiu que para o incremento da sáude é necessário que se definam prioridades, que se preste assistência baseada em evidência e quando necessário se economize.

O representante do governo, Fausto Pereira dos Santos, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), destacou que é impossível regular um sistema que tenha ênfase apenas no setor econômico, sendo o social imprescindível. Da forma que é impossível gerir com o fluxo de caixa. Ele destacou ainda que é fundamental trabalhar a questão do resultado, pois não se pode pagar da mesma maneira quando se tem resultados diferentes positivo, negativo ou nulo.

Para ele, apesar dos avanços nos últimos anos, no país ainda há um grande problema com relação as questões de longo prazo, pois apenas as de resultado imediato são valorizadas. Exemplificou com a questão da remuneração, "quando se propõe a remuneração baseada no resultado, a primeira coisa que acontece é o questionamento do prestador com relação ao lucro. O mesmo ocorre com os planos de saúde que questionam quanto será economizado no mês". Ele concluiu afirmando que o país já demonstra solidez suficiente para sair do curto prazo.

O evento teve como ponto de partida o livro "Repensando a saúde: estratégias para melhorar a qualidade e reduzir os custos", dos americanos, Michael E. Porter e Elizabeth Olmsted Teisberg, e foi organizado pela AMIL.