
Segundo estudo, boa parte também opta por procedimento menos doloroso no pós-operatório. Artigo foi publicado na edição de dezembro do BJU International.
Para avaliar as razões que levam o potencial doador vivo de rim a preferir a nefrectomia laparoscópica, Alexander B.F. Grant e colegas da Austrália analisaram registros médicos e um banco de dados de transplantes. A pesquisa resultou no artigo "Por que os potenciais
doadores vivos de rim preferem a nefrectomia laparoscópica: um levantamento das atitudes do doador vivo", publicado na edição de dezembro do BJU International.
De acordo com o texto, os autores revisaram dados das "características demográficas, exigências em termos de analgesia, complicações pós-operatórias e duração da estada do doador no hospital". Eles realizaram também uma entrevista telefônica estruturada com todos os doadores vivos.
Após o levantamento inicial dos dados, os pesquisadores descobriram que entre os anos de 1995 e 2004 foram realizadas 38 nefrectomias laparoscópicas (LDN) e 38 nefrectomias abertas (ODN), sendo que, em ambos os casos, a maior parte dos pacientes era mulher (70%). Segundo o artigo, para LDN a média de idade foi de 44,4, já para ODN foi 47,1.
Os registros mostraram que dificuldades técnicas fizeram três LDNs serem convertidas em ODN. De maneira geral, a LDN foi 78 minutos mais longa do que a ODN. Por outro lado, os autores comprovaram que "a exigência média de analgesia e a duração da estada no hospital foi menor para LDN do que para ODN, com 55,4mg de morfina equivalente e 2,3 dias".
Com as entrevistas telefônicas, os autores identificaram que "embora todos os doadores renais estivessem cientes sobre a opção de LDN, um paciente escolheu ODN devido a preocupações com a segurança". Eles perceberam, ainda, que a principal fonte de informação do doador veio da avaliação do doador. Com relação à razão da escolha, o "retorno mais rápido ao trabalho" foi a principal questão apontada (54%), a segunda foi "menos dor no pós-operatório", indicada por 33%. Além disso, eles verificaram que, em geral, "houve um impacto psicossocial mínimo após o transplante renal e a experiência como um todo do doador foi muito positiva (85%)".
Com isto, os autores entendem que a nefrectomia laparoscópica continua sendo "uma técnica segura, menos invasiva, porém eficaz, para aquisição de transplante, com morbidade mínima". E de forma geral, o procedimento é menos doloroso e tem menos complicações cirúrgicas no pós-operatório, além de proporcionar ao doador um retorno mais rápido às atividades normais. Por fim, notam que "o nível de satisfação com o processo de doação como um todo foi muito positivo, com um impacto psicossocial mínimo".
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